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Intensificação » Campanha de Dilma reforça ação na internet contra Marina Silva Em reunião com a equipe responsável pelas redes sociais ficou acertado que é preciso acelerar a descontrução de Marina como boa gerente e explicar as contradições da candidata

Publicação: 02/09/2014 08:34 Atualização: 02/09/2014 08:41

A estratégia foi tomada para acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas
A estratégia foi tomada para acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas "contradições". Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13
O comando da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff decidiu intensificar a "guerrilha virtual" contra a candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva, principal adversária do PT até agora.

Em reunião nesta segunda-feira, 01, entre a equipe responsável pelas redes sociais de Dilma e coordenadores de comunicação de partidos aliados nos estados ficou acertado que é preciso acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas "contradições". "A Marina já é uma contradição em si. Ela vai e volta, avança e recua. Está mais para errática do que para sonhática", diz o vice-presidente do PT e responsável pelas redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

O problema é que nem PT nem aliados encontraram uma fórmula para atacar Marina. No encontro de ontem, coordenado por representantes das agências Pepper e Polis, que cuidam da comunicação da campanha de Dilma, a avaliação foi de que a ex-ministra parece uma candidata "teflon", já que nada de negativo gruda nela.

Além disso, Marina também foi considerada uma adversária "mais sofisticada" do que o tucano Aécio Neves. Motivo: para o PT, é mais difícil criticar alguém que já foi do partido e tem uma história de militância na área ambiental reconhecida.

Numa tentativa de reação, ministros e dirigentes petistas já começaram a espalhar que, quando Marina era titular do Meio Ambiente do Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2008), o desmatamento ainda estava muito alto: 18 mil km². O patamar caiu para menos da metade (7 mil) quando Carlos Minc assumiu a pasta, em 2008. A média de desmatamento do governo Dilma, hoje, está em 5.560.

O comitê da reeleição baterá na tecla de que Marina representa uma candidatura da elite, como Aécio. A estratégia tem o objetivo de criar uma vacina aos resultados de pesquisas em poder do Planalto, segundo as quais ela é vista como "candidata simples", "mulher do povo" e "gente como a gente". Os atributos preocupam o PT porque sempre foram associados a Lula, fiador de Dilma.

'Neoliberal'

A ordem é partir para o confronto com Marina, mostrando que o programa de governo do PSB traz um receituário econômico "tucano e neoliberal", que, no passado, provocou desemprego e recessão. Em entrevistas e nas redes sociais haverá destaque para o fato de que Marina tem Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, como coordenadora de sua plataforma, e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, entre seus principais colaboradores. O PT também insistirá em que a autonomia do Banco Central defendida pela adversária resultará no aumento da taxa de juros.

A campanha de Dilma considera necessário reforçar o trabalho nas redes sociais por avaliar que a equipe de Marina é mais ativa na internet do que a de Aécio. O encontro de ontem foi o primeiro passo para engajar as candidaturas de governadores, senadores e deputados no confronto virtual com Marina.

As equipes foram instruídas sobre como replicar, em suas páginas próprias, o conteúdo disparado pelo sites Muda Mais, coordenado pelo jornalista Franklin Martins; Mais Mudanças, Mais Futuro, sob a responsabilidade do marqueteiro João Santana, e pelo portal do PT.

Antes focados na comparação dos 12 anos de administração do PT com os oito anos de governo do PSDB, esses canais passaram a bombardear Marina quando ela apareceu nas pesquisas de intenção de voto "colada" em Dilma. Nos sites há material que explora as "erratas" no programa de Marina - como o recuo sobre o causa gay - e posições assumidas no passado contra os transgênicos, cuja liberação teve apoio do seu candidato a vice, deputado Beto Albuquerque (PSB). 

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