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Eleições » "Transformar a indignação em pauta política é um desafio", afirma Zé Gomes

João Vitor Pascoal - Diario de Pernambuco

Publicação: 01/09/2014 13:00 Atualização: 01/09/2014 13:35

Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press
Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A Press

Transformar a insatisfação da população em pauta política é o objetivo do candiato do PSOL ao governo do estado Zé Gomes. Apontando o "caos" na saúde, educação e mobilidade, algumas das motivações principais dos protestos de junho de 2013, e que continuam sendo vivenciadas diariamente pelos pernambucanos, Zé Gomes busca gerar no eleitor a constatação da necessidade de mudança."Transformar a indignação em pauta política é um desafio. Nós assumimos esse desafio. Precisamos ter clareza para apresentar que mudanças são essas", apontou.

Em entrevista nesta segunda-feira (1°) ao programa Em Foco da Rádio Globo 720 AM, Zé Gomes destacou que o PSOL oferece um projeto político alternativo, sendo o "único partido político no processo eleitoral de Pernambuco" que abraçou as demandas da população apresentadas nas jornadas de junho. Ele destacou que o partido mantém suas bandeiras de lutas históricas, mas ao contrário de outras legendas, percebe a necessidade de relacioná-las ao cotidiano do pernambucano. "Achamos importante defender nossas bandeiras históricas, mas se nossas bandeiras não estiverem ligadas a resolução das demandas imediatas das pessoas, as pessoas não vão abraçar essas bandeiras. Eu acho que nós precisamos nos correlacionar com a realidade, precisamos, enquanto partido socialista, ter essa leitura", aponta. 

Outro ponto abordado pelo candidato foi o financiamento das campanhas, realizado por grandes empresas privadas. Apesar de ressaltar que não julga os candidatos que recebem, já que as doações estão previstas em lei, Zé Gomes enfatizou que essas doações dão início a um comprometimento político que tem influência direta nas gestões. "Tem se demonstrado que essa é a porta de entrada de comprometimento de gestão. Não estamos acusando ninguém de crime nenhum, por que as doações estão nas prestações de contas, mas as empresas doam por saberem que aqueles governos eleitos com suas doações vão manter as coisas como estão, vão trabalhar em seu benefício", apontou o candidato.

Mesmo com o abismo financeiro diante dos principais candidatos ao governo, Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), Zé Gomes afirma que o PSOL não mudará sua posição. O partido aceita doações de empresas, mas apenas as que não tenham nenhum passivo trabalhista nem abiental, e não trabalhem atualmente com o governo. "É uma opção política pela nossa independência", justifica.

Até pelas limitações geradas pela precariedade financeira, que impede grandes investimentos em campanha, Zé Gomes destaca que o objetivo principal do PSOl nessas eleições é eleger, ao menos, um deputado estadual. Completando dez anos de fundação em 2014, o partido procura dessa forma estabelecer em Pernambuco uma posição de destaque no cenário político. Zé Gomes aponta que sua candidatura ao governo do estado pretende, sobretudo, marcar a posição partidária, mesmo assim, aponta potencial de crescimento."A soma dos votos brancos, nulos e indecisos estão maiores que o total do primeiro colocado. Achamos que a partir da segunda quinzena de setembro podemos constatar um crescimento. Teremos uma série de debates com os outros candidatos, que normalmente estão fugindo do debate", destacou.

Questionado como iria governar, tento como aliado apenas o PMN, componente de sua coligação, Zé Gomes afirmou que uma possível gestão do PSOL será marcada  por um governo popular com controle social por meio de conselhos estaduais que farão a avaliação do governo.  Segundo ele, em sua gestão, a assembleia deixaria de ser um mero apêndice. "No nosso governo, a assembleia vai fazer seu papel, legislar e fiscalizar o governo. Não queremos o legislativo como refém do executivo como um mero apêndice", frisou. 

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