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Ataque a adversária » Dilma associa o discurso de Marina ao dos militares Presidente parte para o ataque à candidata do PSB, Marina Silva e foca discurso na defesa das instituições, em evento do PMDB, em São Paulo

Publicação: 31/08/2014 15:34 Atualização:

Em evento do diretório do PMDB de São Paulo em Jales, a presidente Dilma Rousseff partiu para o ataque à candidata do PSB, Marina Silva. Em um discurso focado na “defesa das instituições”, a presidente relembrou o período ditatorial para criticar o discursos da ex-senadora de que não governa com partidos, mas sim com pessoas.

“Em uma democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo”, afirmou a presidente. Ela procurou, também, associar o discurso de Marina à ditadura militar que, segundo ela, foi o período em que “poucos e bons” governavam. “Eu me lembro da ditadura, onde o que se dizia era o seguinte: empresário é para fazer negócio, estudante é só para estudar, todas as pessoas têm que trabalhar. Uns poucos, uns bons, governarão”, disse. “Poucos e bons governaram, essa era a visão mais atrasada, que nós na época chamávamos a visão da tecnocracia, de que tinha no Brasil (sic) escolhidos que não eram escolhidos pelo povo e que eram os mais capazes”, acrescentou.

A fala da presidente ocorre um dia após a divulgação de nova pesquisa que mostrou Dilma empatada com Marina Silva no primeiro turno da disputa presidencial com 34% das intenções de voto e, no segundo turno, uma vitória de Marina com 10 pontos de vantagem.

Questionado sobre o levantamento, o vice-presidente Michel Temer desconversou. “Não preocupa não, nós temos um mês e quatro dias de campanha”, disse. Neste mesmo período, em 2010, o Datafolha apontava a presidente com 47% das intenções de voto contra 29% de José Serra (PSDB) e 9% de Marina. Naquela época, as pesquisas já apontavam a vitória de Dilma no segundo turno.
Tentando não deixar transparecer preocupação com os novos números do Datafolha, Temer deixou claro que a campanha precisa “politizar” e reforçou o discurso da “preocupação com as instituições”. “Temos que mostrar o que o governo fez, mostrando mais mudanças para o futuro e, do outro lado, a política, nosso governo é obediente às instituições. Veja que não houve nenhuma agressão, seja aos partidos, ao Legislativo e ao Judiciário”, afirmou.

Skaf lá
A fala de Temer não apaga, no entanto, o desconforto causado pelas posições de Paulo Skaf, o candidato do partido ao governo de São Paulo, que tem evitado aproximação com o PT e chegou a dizer, de público, que não iria a Jales nem abraçaria Dilma no palanque. Skaf, porém, apareceu no evento. No discurso de dez minutos, não citou Dilma. Fez apenas uma referência indireta à presidente.
Eles não ficaram próximos e nem se cumprimentaram. Hoje com 20 pontos na pesquisa Datafolha, em segundo lugar - o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera com 50 pontos e o petista Alexandre Padilha vem em terceiro, com 5 pontos - Skaf teme a rejeição aos petistas no Estado.

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