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Sem pedir votos » Dilma faz campanha em restaurante popular Vigiada por fiscais do TRE, Dilma não pediu votos nem fez discursos ou distribuiu panfletos

Estado de Minas

Publicação: 28/08/2014 08:22 Atualização: 28/08/2014 11:59

Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13
Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13
A presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff enfrentou nessa quarta-feira um prato de arroz, feijão, salada, sobrecoxa de frango e abóbora no Restaurante Popular Getúlio Vargas, ex-presidente e ícone trabalhista, em Bangu, Zona Oeste da capital fluminense. Caçava votos ao lado do anfitrião, o candidato do PR a governador, Anthony Garotinho. Mas, em respeito à lei eleitoral e vigiada de perto por fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), não pediu votos nem fez discursos ou distribuiu panfletos. Fez imagens para a propaganda eleitoral, liquidou a refeição em menos de 15 minutos e foi embora em meio a tumulto, blindada por seguranças e sem dar entrevistas, pouco mais de 50 minutos de ter chegado ao local.

“Ela gostou muito, disse que a ideia é maravilhosa e que vai levar para todo o Brasil", disse Garotinho, em entrevista no Estádio do Bangu, depois que a presidente deixou o local. Foi uma visita rápida. Repórteres, isolados em um balcão no segundo andar, a acompanharam de longe e de cima. Tensa, a assessoria da campanha chegou a cogitar permitir que fotógrafos e cinegrafistas só registrassem a chegada da candidata e, durante a refeição, ficassem do lado de fora. Aparentemente, havia preocupação de evitar que a presidente fosse filmada enquanto comia. A mesa da presidente foi cercada por seguranças e fiscais do TRE, ilhados por eleitores que queriam falar com Dilma ou fazer selfies com a candidata.

Os fiscais explicaram que acompanharam a visita porque é proibido por lei discursar, pedir voto em prédio público ou associar de qualquer forma um candidato a uma obra. O restaurante popular, que serve refeições a R$ 1, com subsídio, foi construído na gestão de Garotinho à frente do Palácio Guanabara, para cerca de 3.800 pessoas por dia.

Reunião

À tarde, a presidente Dilma deu uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, informando que à noite se reuniria, na sede do governo, com o conselho político da campanha, integrado por representantes dos nove partidos da coligação que a apoia (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB). Segundo ela, o objetivo do encontro era discutir estratégias para a campanha. “Esta reunião de hoje é uma reunião muito mais colaborativa do que de cobrança, é uma reunião em que se constrói as estratégias e os caminhos de nossa campanha”, informou a presidente. Dilma não quis comentar a ascensão da candidatura de Marina Silva nas pesquisas, mas afirmou que a campanha está no começo e que “muita água ainda vai passar debaixo da ponte”.

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