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Eleições » Candidato do PCB Mauro Iasi defende política de Cuba e critica PT Ele é o segundo a participar de uma série de entrevistas na rádio CBN

Jacqueline Saraiva -

Publicação: 27/08/2014 11:15 Atualização:

Participando pela primeira vez de uma campanha como cabeça de chapa, o candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Mauro Iasi, fez críticas ao atual governo e polemizou a conversa ao defender o modelo político de Cuba. Nesta manhã de quarta-feira (27), ele é o segundo a participar de uma série de entrevistas feitas pela rádio CBN. Durante a meia hora de diálogo, o candidato defendeu as ideias socialistas de seu programa de governo, intitulado “Programa Anticapitalista, o Poder Popular e a Alternativa Socialista”.

Mesmo amargando 0% na pesquisa das intenções de voto feita pelo Ibope, divulgada nesta terça-feira (26), Mauro Iasi afirmou que não há rejeição, já que a pesquisa indica apenas um quadro influenciado por uma série de fatores. “O PCB tem 92 anos de história e, na maior parte do tempo, ficou clandestina. Hoje isso mudou. (...) É interessante ver que quando temos espaço não existe mais uma rejeição a uma alternativa socialista”, defendeu.

A presença do PT por 12 anos na política do Brasil é interpretada pelo candidato como retrocesso. “O preço a pagar foi o abandono. (...) A experiência do PT contribuiu para essa despolitização e para a esquerda isso é muito preocupante”. Iasi afirmou também que é urgente a construção de um poder popular, ressaltando as manifestações ocorridas em junho de 2013. “Se o Congresso vira as costas para essas demandas da população, elas emergem onde conseguem emergir”, criticou.

O candidato ainda caracterizou a política atual de “mutilada e restrita”, desafiando que uma política popular tem que ter ruptura, processos históricos que o PCB deve contribuir para que seja possível uma governança em prol da classe trabalhadora. “Não é uma forma autoritária, é uma real democracia”.

O discurso foi finalizado com o questionamento feito ao candidato, se ele defenderia uma política para o Brasil nos moldes da que é praticada em Cuba. “Temos respeito pela revolução cubana, que mostra que um país pobre consegue qualidade de vida em muitos aspectos aos que a política brasileira não consegue”. Sobre um possível controle de preços para o controle da inflação, o candidato negou que seria um projeto aos moldes do tabelamento praticado durante o Plano Cruzado (1986), na gestão de José Sarney, que não deu certo. “Certos produtos, pelo seu papel estratégico, devem ter controle maior do estado, o que não significa tabelamento. (...) O controle de preços tem que ser feito dentro de um planejamento. Defendemos uma economia planificada, de controle”

Perfil

O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Mauro Iasi, nasceu em 10 de fevereiro de 1960, em São Paulo, é solteiro e professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sofia Manzano, que também é professora universitária, concorre à Vice-Presidência. A eleição deste ano será a primeira na qual Iasi participa como cabeça de chapa – em 2006, ele foi candidato a vice-governador de São Paulo, também pelo PCB. Iasi participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na década de 1980 e trabalhou na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após a ditadura militar. Ele deixou o partido em 2004.

Programa de governo

No programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PCB diz que o Brasil tem hoje uma série de problemas estruturais advindos da opção capitalista, que beneficia uma pequena parte da população, que controla os principais meios econômicos e dominam toda a vida pública do país. O partido considera prioridades a construção do poder popular; a socialização dos principais meios de produção essenciais à garantia da vida; a realização de uma reforma agrária socializada; a reversão imediata das privatizações e a estatização de setores estratégicos; e a garantia de saúde pública e educação pública e de qualidade para todos.

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