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Debate » Aécio pede que Dilma se desculpe com o povo pelos desmandos na Petrobras Quarto bloco do debate foi de perguntas de candidato para candidato

Étore Medeiros

Publicação: 27/08/2014 07:19 Atualização:

“O Brasil perdeu muito tempo com o PT no Brasil”, lamentou Aécio Neves (PSDB) após ser questionado por Levy Fidelix sobre a eficiência da gestão da máquina pública. “O recurso já gasto com trem bala resolveria o problema de pelo menos 10 capitais em transporte público”, exemplificou o tucano. O quarto bloco do debate entre os candidatos à Presidência também teve embates diretos entre candidatos.

Na sequência, foi a vez de Aécio questionar Dilma Rousseff (PT) sobre a grande desvalorização da Petrobras e as denúncias sobre a estatal. O mineiro questionou se não é hora de Dilma pedir desculpas ao povo brasileiro pelo que aconteceu com a estatal. “As denúncias são extremamente graves e a senhora não pode se omitir, a oportunidade está aí”, provocou.

Dilma garantiu que a Petrobras já se recupera das perdas de anos anteriores, e criticou o questionamento de Aécio. “É uma leviandade tratar a questão desta forma. Quem investiga a Petrobras é um orgão que antes não tinha autonomia para investigar, a Polícia Federal”. A presidente cutucou os tucanos ao lembrar ainda do engavetador-geral da República, apelido do Procurador-Geral da República à época dos governos de Fernando Henrique Cardoso.

Na sequência, Eduardo Jorge (PV) perguntou a Marina sobre a auditoria da dívida pública. “Se auditar a nossa dívida, ela vai ficar magrinha, parecida com você”, brincou, mas sem arrancar sorrisos de Marina. A ambientalista tergiversou sobre a importância das reformas tributária, política, dentre outras, falou de “vida digna” para os brasileiros, mas não respondeu sobre a auditoria da dívida. Na réplica, Eduardo Jorge voltou a cobrar um posicionamento claro sobre o tema. "Defendemos juros baixos, controle da inflação, crescimento econômico e social", completou Marina, mas sem novamente se posicionar em detalhes sobre a pergunta de Jorge.

Marina voltou a ter de responder sobre a área econômica, questionada por Luciana Genro (PSol). “Os teus economistas defendem o tripé da política de FHC, e que continuou com Lula e Dilma”, provocou a socialista gaúcha. Marina defendeu que “as conquistas econômicas e sociais dos últimos 20 anos” devem ser valorizadas. Ela elogiou a estabilidade enquanto contribuição do PSDB, e os avanços sociais do governo Lula - no qual Marina foi ministra do Meio Ambiente.

"Para fazer uma nova política é necessário contrariar interesses, do agronegócio, dos bancos, e garantir investimentos que o povo necessita. Se tu não enfrentares o capital financeiro, nunca vai fazer uma nova política, vai repetir o PT e o PSDB. Vocês três são muito parecidos", atacou Genro. Marina devolveu na mesma moeda, criticando "a velha política das esquerdas", que se acham "donas da verdade".

Depois, Everaldo (PSC) perguntou a Dilma sobre o planejamento energético, fazendo críticas ao governo federal no tema. "Pastor, a última vez que não houve planejamento no abastecimento de energia, tivemos racionamento de energia gigantesco", disse Dilma em referência ao governo FHC. A presidente defendeu a energia hidrelétrica como carro-chefe da matriz energética, e prometeu mais investimentos para energia eólica.

Everaldo não perdeu a oportunidade e criticou os investimentos em energia eólica que não garantiram linhas de transmissão para transportar a energia. "Isso não é planejamento. O planejamento é para se manter no poder, e não para ver as necessidades do país", rebateu.

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