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Na Band » No primeiro debate, Dilma é alvo dos adversários

Publicação: 26/08/2014 23:11 Atualização: 27/08/2014 00:56

Foto: Reprodução/TV
Foto: Reprodução/TV

O primeiro debate televisivo entre os presidenciáveis, exibido nesta terça-feira (26), sete candidatos à Presidência da República participaram, nesta terça-feira (26), do primeiro debate televisivo da campanha. Além da presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), o confronto contou com a presença de Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB) Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSol), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB). O programa, exibido pela TV Bandeirantes, a partir de São Paulo, pode ser resumido como "todos contra Dilma". A presidente foi alvo de ataques pelos adversários mesmo quando não participava diretamente dos questionamentos.  

O senador Aécio Neves perguntou à Dilma, já no quarto bloco, sobre a perda do valor de mercado da Petrobras. " Senhora aproveitaria esse espaço para pedir desculpas ao povo brasileiro pela gestão temerária à frente da estatal?" A presidente respondeu que o tucano parecia não conhecer a Petrobras. "A Petrobras é a maior empresa da América Latina. No governo do seu partido, ela valia U$S 15 bilhões e passou a valer US$ 110 bilhões agora", afirmou. A presidente também foi criticada pelo aumento da inflação, pelo baixo crescimento econômico, pelo número de ministérios.

Recém-lançada candidata, a ex-senadora Marina Silva também foi duramente questionada por Dilma e por Aécio. O tucano perguntou a Marina Silva sobre a "nova política". O tucano disse que Marina apressou-se a dizer que não subiria em outros palanques, como o do PSDB em São Paulo que conta com apoio do PSB, mas lembrou que a ex-senadora disse que poderia contar com o ex-governador José Serra (PSDB) no seu governo. "A nova política não precisaria uma boa dose de coerência?" Marina respondeu, dizendo que se sente interiramente coerente. "Acho que devemos combater a polarizarção que existe aí. Quando eu disse que não ia subir com os palanques acordados, mative a coerência exatamente porque não queria fortalecer os partidos da polarização. Exitem pessoas boas em todos os partidos, Pedro Simon (PMDB), Eduardo Suplicy (PT). Quando me referi a Serra, tenho certeza de que seu ganhar ele não haverá de ir pelo caminho mesquinho de só ver defeitos, como é o caso do PSDB, ou da situação que só vê virtudes", declarou.

Na abertura do terceiro bloco, o jornalista Boris Casoy perguntou à presidente Dilma Rousseff se ela manterá ou mudará a política econômica. Dilma argumentou que hoje ninguém pode negar que enfrentamos uma grave crise internacional e ao contrário do passado, em que se sempre se usava a receita de 'colocar o trabalhador para pagar' os custos, seu governo se recusou a fazer isso, destacando que o governo conseguiu manter empregos - enquanto o mundo inteiro desempregou - e a inflação sob controle. Ela destacou ainda que, além de investimento em infraestrutura, o governo investiu pesado em educação e ofereceu oportunidades à população.

Na sequência, Aécio Neves, dizendo que "o sonho do brasileiro é morar na propaganda do PT", se direcionou à Dilma, e questionou se é possível hoje comprar as mesmas coisas que se comprava meses atrás, argumentando que o Brasil precisa iniciar um novo ciclo de mudanças. Dilma respondeu que Aécio "claramente desconhece a grave crise internacional", relacionou os avanços do governo petista e disse não ser possível fazer comparação entre o momento atual e o que ocorria no País há 12 anos.

Marina Silva (PSB) foi perguntada se manteria o atual número de ministérios e se atuaria como uma gerente, caso vença as eleições. A candidata disse que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não eram gerentes, mas fizeram coisas boas para o País. E utilizou o mesmo mote que seu companheiro de chapa, o falecido governador Eduardo Campos, dizendo que, mesmo com uma presidente que se diz gerente (a presidente Dilma Rousseff), o Brasil "será entregue no ano que vem ao próximo governante muito pior do que estava no início da gestão da petista".

Marina disse que um presidente da República precisa de credibilidade, legitimidade e visão estratégica para gerir o Brasil. "Quando não se tem visão estratégica, não é possível gerir nem a si mesmo", argumentou, dizendo que o atual governo petista faz uma política do 'toma lá, dá cá' na administração do País.

Indagado sobre reforma administrativa, o candidato do PSDB, Aécio Neves, voltou a citar a sua experiência nos oito anos de administração do governo de Minas Gerais. E falou que construiu o maior número de parcerias público-privadas "da história do Brasil". Na réplica, Marina criticou a gestão do tucano na área da educação no Vale do Jequitinhonha, onde os professores, segundo ela, ganham muito mal. Na tréplica, Aécio a ironizou, dizendo que ela falava isso não por maldade, mas por desconhecimento, reiterando que melhorou, sim, o salário dos professores dessa região, considerada o "nordeste de Minas".

Fator Previdenciário
Pastor Everaldo (PSC) foi indagado se manteria o fator previdenciário e destacou que tem um aposentado em casa, o seu pai, criticando esse fator, pois no seu entender achatou as aposentadorias. "Isso foi um desastre para os aposentados brasileiros, provocando defasagem nos salários, mas vamos trabalhar para recuperar as perdas dos aposentados do Brasil". Na réplica, Marina lamentou a realidade em que vivem os jovens e os idosos do Brasil, destacando que se mede a responsabilidade de um país pela forma com que ele cuida de seus jovens e idosos. "Estamos comprometidos para fazer uma correção e dar dignidade aos aposentados."

Neste bloco, a candidata do PSol, Luciana Genro, criticou a política econômica do governo petista, dizendo que eles tentam controlar a inflação com a elevação da taxa de juros. "A política econômica da presidente Dilma tem gerado muito lucro para o setor financeiro, onde só os bancos ganham e a inflação não fica sob controle". E desafio a presidente a implantar o imposto sobre grandes fortunas. A candidata do PSOL falou que a maneira de baixar a inflação seria com a reforma agrária. "Defendo a demarcação imediata das terras indígenas com reforma agrária", disse

O candidato do PV, Eduardo Jorge, falou de suas bandeiras, como o financiamento público de campanha, apenas para as pessoas físicas, para evitar o chamado 'voto de cabresto', onde o eleitor se sente obrigado a atuar em favor dos grandes grupos do capital que o ajudaram a eleger com as doações. O tucano Aécio Neves falou também de uma de suas bandeiras nesta campanha, o fim da reeleição com mandato de cinco anos para presidente da República.

Levy Fidelix (PRTB), questionado sobre a independência do Banco Central, disse que o Brasil está falido, quebrado financeiramente. "Vamos fazer um auditoria fiscal com relação à dívida, caso contrário este País vai para o buraco", disse. Eduardo Jorge, do PV, afirmou que o Banco Central independente, proposta da coligação de Marina Silva, "é apenas um fetiche para favorecer os rentistas e aumentar os juros, beneficiando os banqueiros".

Ao fim do debate, os aliados dos presidenciáveis fizeram considerações sobre a participação dos sete postulantes. O candidato à Vice-presidência na chapa de Aécio Neves (PSDB), Aloysio Nunes, avaliou que Aécio conseguiu se sair melhor no primeiro bloco do debate presidencial, falando com firmeza e sem olhar muito para anotações. "Aécio foi mais objetivo, mais claro na resposta", disse Aloysio Nunes.

Com ajuda do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que senta atrás dele na plateia, Nunes criticou a operação citada por Dilma no bloco em que os candidatos responderam sobre segurança pública. "A Dilma com essa Operação Sentinela que ninguém sabe o que é...", comentou.

Já o coordenador da campanha de Marina Silva (PSB), Walter Feldman, avaliou que a participação da ex-senadora foi positiva. "Queria muito fazer essa introdução do novo momento político e conseguiu também se colocar sobre o tema, falando da polícia e das fronteiras", afirmou.

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