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Esclarecimento » Marina Silva afirma que partido dará explicações sobre avião que caiu Partido recolhe documentação sobre a aeronave usada por Eduardo Campos no dia do acidente e pretende apresentar informações ainda hoje

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 26/08/2014 10:24 Atualização:

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, falou ontem pela primeira vez sobre as possíveis irregularidades com o jato que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e quatro assessores. Ela informou que o partido dará todas as explicações que forem necessárias. “Nós temos a preocupação de que todos os esclarecimentos sejam dados. Tanto as razões do acidente quanto do ponto de vista legal”, assegurou.

Marina declarou que o PSB está juntando documentos para prestar os esclarecimentos. “Esse é um esforço que o partido está fazendo, com o termo de responsabilidade que temos que ter numa questão dessas. O partido está juntando as informações e, no momento oportuno, entre hoje (ontem) e amanhã (hoje) dará as explicações à sociedade”, disse.

Ela disse que é preciso ter responsabilidade neste momento. “Queremos que sejam dadas as explicações de acordo com a materialidade dos fatos e, para termos a materialidade dos fatos, é preciso que se tenha o tempo necessário para que essas explicações tenham a devida base legal”, afirmou.

Questionada sobre a resposta de Marina, a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, informou que “isso não é objeto do meu mais profundo conhecimento, mas nós, candidatos, inexoravelmente, temos que dar explicação de tudo.”

Proprietários

A Polícia Federal investiga a utilização da aeronave e a hipótese de o avião ter sido comprado por meio de caixa dois. Na primeira prestação de contas do PSB ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o jato não é listado. O Cessna Citation, que caiu em 13 de agosto, matando Eduardo Campos, quatro assessores, o piloto e o co-piloto, está oficialmente no nome AF Andrade e não poderia ter sido utilizado na campanha. De acordo com as regras eleitorais, uma empresa só pode doar produto ou serviço ligado às atividades fins. Os empresários pernambucanos Apolo Santana Vieira, dono da Bandeirantes Pneus, e João Carlos Lyra compraram a aeronave da AF Andrade, no entanto, o negócio não poderia ter sido feito devido a problemas judiciais do grupo empresarial responsável pela suposta venda.

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