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Ficou para setembro » Parlamentares adiam reunião da CPI mista da Petrobras CPI mista da Petrobras no Congresso transfere para a semana que vem a reunião que decidiria sobre a convocação do homem-bomba da estatal

Naira Trindade - Correio Braziliense

Publicação: 26/08/2014 10:24 Atualização:

Parlamentares da CPI mista da Petrobras adiaram para a primeira semana de setembro a reunião que apreciaria amanhã o requerimento de convocação do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. A alteração, após revelada a negociação da delação premiada do engenheiro com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, irritou a oposição. “É evidente que a anunciada delação premiada provocou esse adiamento”, criticou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). “É lamentável porque vai atrasar toda a agenda de depoimentos da investigação”, frisou Bueno.

Líder do PSDB na Câmara, o deputado federal Antônio Imbassahy (BA) alegou entender a justificativa de baixo quórum apresentada para remarcar a sessão para a semana que vem, mas defendeu a necessidade de o Congresso ouvir o engenheiro envolvido no escândalo da Petrobras. “A desculpa de falta de quórum para a aprovação do requerimento é até razoável, mas dá margem para entender que é medida protelatória”, ponderou. “Para a oposição, quanto antes se esclarecer essa história, melhor.”

Fontes da Polícia Federal confirmam que o ex-diretor Paulo Roberto Costa já prestou o primeiro depoimento da delação premiada à Polícia Federal. A oitiva teria acontecido na sede da PF em Curitiba, com a presença do juiz responsável pela investigação, Sérgio Moro. Agora, o Ministério Público Federal precisa se manifestar sobre o acolhimento da delação premiada, apesar de a decisão final caber ao juiz.

Redução de pena

A depender da informação que o engenheiro tem a oferecer, Paulo Roberto Costa terá de devolver um valor ainda a ser estipulado ao erário público, além de ter a pena reduzida ou até o perdão judicial. Especialistas ouvidos pelo Correio alertam, porém, que o acordo de delação do ex-diretor não beneficia os parentes deles. “É possível que haja um acordo de delação coletiva e que os filhos e parentes também contem o que sabem da lavagem de dinheiro”, ressaltou um criminalista que preferiu manter o anonimato.

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