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Entrevista » Afetado pela greve, Armando Monteiro promete aumento na capacidade do metrô

Júlia Schiaffarino

Publicação: 25/08/2014 12:02 Atualização: 25/08/2014 14:06

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Nem o candidato ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro Neto (PTB), escapou dos efeitos da greve de ônibus no Recife, durante a manhã desta segunda-feira (25). O petebista ficou preso no trânsito e chegou quase meia hora atrasado à entrevista no programa Em Foco com Aldo Vilela na rádio Globo Recife (720 AM). Como não poderia deixar de ser, o transporte público dominou boa parte da conversa.

Armando Monteiro comprometeu-se em ampliar de 300 mil para 500 mil a capacidade do metrô na capital e Região Metropolitana e melhorar a frota. Destacou, porém, que a solução está em um conjunto de ações e na diminuição dos incentivos ao transporte individual.


“O metrô esbarra na forma como cresceram as cidades e o custo das desapropriações tornou isso inviável. O VLT, por outro lado, acho uma boa aposta e também o BRT com os corredores exclusivos de ônibus, que vale dizer, estão atrasados”, disse. O candidato afirmou, ainda, que é preciso estabelecer limites para o transporte individual. “O estado precisa cobrar uma ação conjunta com o governo federal porque os recursos demandados são transferidos pelo governo federal e há a questão de caráter regulatório que precisam de um comando normativo”, completou.

Política
Na avaliação de Armando Monteiro os pernambucanos não terão a mesma identificação com candidata a presidente Marina Silva (PSB), que tinham com candidato Eduardo Campos (PSB), falecido há menos de um mês em um desastre aéreo. Da mesma maneira, faltaria a ela, conhecimento da região. “Marina não tem identificação com a região, ela não tem o conhecimento maior da região. Ela tem a memória das suas raízes (no Norte), mas tem muito mais articulação em São Paulo”, respondeu. Ele também alfinetou declarações dadas pelo novo candidato a vice, Beto Albuquerque (PSB). “O vice é gaúcho e já chega no debate de Pernambuco emitindo opiniões apressadas….”


Esse cenário, completa ele, favoreceria, então, a presidente Dilma Rousseff (PT), que corria o risco de perder setores importantes em um embate direto com Eduardo Campos no estado. Armando Monteiro aproveitou para confirmar que conversou com o ex-presidente Lula na semana passada e ele garantiu que visitaria Pernambuco ainda duas vezes até o dia da eleição. “Quando tínhamos Eduardo tinha algumas coisas que podiam inibir a presença de Lula. A boa relação dos dois, o fato dele ele poder ser um aliado no segundo turno…. Agora com Marina tudo muda. Por que Lula não viria agora?”,

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