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Eleições » Dilma rebate crítica e diz que Marina é inexperiente Marina insinuou que Dilma "não teria visão estratégica"

André Shalders - Correio Web

Publicação: 25/08/2014 09:11 Atualização: 25/08/2014 09:38

Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13
Foto: Ichiro Guerra/Dilma 13

Quatro dias depois do anúncio oficial de Marina Silva como cabeça de chapa do PSB, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, aumentou a temperatura da disputa presidencial ao rebater críticas da ex-senadora. No sábado, Marina insinuou que Dilma “não teria visão estratégica”. Disse também que a necessidade de uma “gerente” à frente do Planalto seria um mito. Para a presidenciável do PT, as declarações partem de alguém que “nunca teve experiência administrativa”. “Essa história de que o país não precisa de ter um cuidado na execução das suas obras e uma obrigação de entregá-las é uma temeridade. É coisa de quem nunca teve experiência administrativa e portanto não sabe que é fundamental para um país com a complexidade do Brasil dar conta de tudo. Na Presidência você tem que dar conta de tudo. De obra de aeroporto, de rodovia, ferrovia, porto”, disse Dilma.

“Acho que o pessoal está confundindo o presidente com o rei ou rainha de alguma monarquia constitucional, que, de fato, só tem a representação. Nós, felizmente, no presidencialismo, somos diferentes. O chefe do Executivo tem obrigações claras determinadas pela Constituição. Não é uma questão de ser gerente ou não. Um presidente é executor também”, rebateu Dilma.

Ela aproveitou a entrevista coletiva para defender a Petrobras, dias depois do ex-diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, anunciar que está tentando um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. “A Petrobrás é muito maior que qualquer agente dela que cometa equívocos, crimes. Se houver condenação, isso não significa que houve condenação da empresa”, ressaltou a presidente. “O Brasil e nós todos temos de aprender que, se pessoas cometeram erros, mal feitos, atos de corrupção, não significa que as instituições tenham feito isso. Não se pode confundir as pessoas com as instituições”, reforçou ela.

Para o deputado Júlio Delgado (PSB), o objetivo das declarações de Dilma é fazer uma “defesa prévia” da empresa em relação ao depoimento de Costa. “Muita coisa virá à tona quando ele começar a falar, e isso vai impactar, sim, as eleições. O efeito disso sobre a Petrobrás, que é um dos maiores patrimônios dos brasileiros, está dado. A empresa perdeu quase 50% do valor de mercado. Vamos fazer esse debate, sim, durante as eleições e mostrar a extensão dos danos que estão sendo causados”, disse o parlamentar, que é também um dos principais articuladores da chapa presidencial do PSB.

Opinião semelhante foi manifestada pelo coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), senador Agripino Maia (DEM-RN). “Ninguém tem interesse em prejudicar a Petrobras. Ao contrário, estamos interessados em defendê-la do governo do PT, que a mazelou, que a colocou no pelourinho. Dilma, com essa declaração, procura lançar uma carta de seguro para a Petrobras da gestão dela, em relação ao que possa ser revelado por Paulo Roberto Costa na delação”, enfatizou ele.

Ainda para Maia, Dilma “veste a carapuça” ao tomar para si declarações feitas de forma genérica pela candidata do PSB. “A Marina deu uma declaração sem se dirigir a ninguém em específico, e aí Dilma veste a carapuça. Na minha opinião, nem Dilma é boa gestora, conforme ela já demonstrou, nem a Marina tem currículo de gestora para mostrar”, enfatizou. Para Delgado, Dilma não conseguiu preencher a imagem de “gerente” vendida na campanha eleitoral de 2010. “Ela será a primeira presidente a entregar o país para o seu sucessor pior do que recebeu. Itamar Franco entregou para FHC um país melhor do que o que recebeu de Collor; Fernando Henrique entregou a Lula um país melhor do que o que pegou de Itamar; e Lula entregou a Dilma um Brasil melhor do que o que recebeu de FHC. Dilma será a primeira a entregar uma situação pior do que a que ela recebeu, como já dizia Eduardo Campos”, criticou o parlamentar mineiro.

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