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Campanha » Aécio promete benefício maior para idosos Presidenciável do PSDB pretende aplicar reajuste de remédios no cálculo da aposentadoria

Isabella Souto -

Publicação: 25/08/2014 09:07 Atualização: 25/08/2014 09:33

Foto: Igo Estrela/Coligação Muda Brasil
Foto: Igo Estrela/Coligação Muda Brasil

O candidato a presidente da República pelo PSDB, senador Aécio Neves, anunciou nesse domingo duas propostas para os cerca de 24,8 milhões de idosos brasileiros: reajuste diferenciado no valor das aposentadorias e o programa DignaIdade – voltado para a ampliação dos cuidados e casas de repouso em todo o país. Em visita a um abrigo no Rio de Janeiro, o tucano prometeu aplicar no contracheque dos aposentados o aumento anual do salário mínimo e o índice de inflação medido nos medicamentos de uso contínuo pelo grupo da terceira idade.

De acordo com o candidato, a questão está sendo discutida com a equipe econômica responsável pela elaboração do programa de governo. Não estão definidos ainda quais medicamentos serão adotados como parâmetro para o índice de reajuste. “Será a primeira sinalização clara de que os aposentados, os idosos no Brasil, começarão a ter um tratamento diferenciado, condizente com o respeito que a sociedade brasileira deve ter por eles e condizente também com a contribuição que eles deram ao Brasil ao longo de toda a sua vida”, afirmou Aécio Neves.

Questionado sobre a fonte de recursos que pretende usar para bancar o custo a mais para a Previdência Social, o tucano não apresentou detalhes. Disse que o dinheiro virá de “um Estado que tem uma política fiscal austera, que não desperdiça, que não aumenta os gastos correntes de forma avassaladora e irresponsável, como esse governo aumentou ao longo dos últimos anos”, referindo-se à presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição.

Aécio Neves aproveitou para reclamar que, nos primeiros meses deste ano, houve um aumento dos gastos correntes do governo equivalente a quase o dobro do crescimento das receitas. “Temos que estabelecer prioridades, e tratar da questão do idoso no nosso governo será uma prioridade absoluta.”

Aécio Neves ressaltou que o grande problema em relação à terceira idade é que o Brasil não se preparou para o envelhecimento da população – a expectativa de vida no país aumentou 17,9% entre 1980 e 2013, passando de 62,7 para 73,9 anos, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Com o programa DignaIdade, se eleito, o tucano pretende ampliar e qualificar os cuidados com os idosos, especialmente aqueles que foram abandonados em hospitais ou mesmo em casa pelas próprias famílias. “Você anda pelo Brasil, você não encontra unidades que possam receber, acolher e cuidar dos idosos, principalmente aqueles que são abandonados no final de sua vida”, lamentou o tucano.

Terrorismo

O candidato tucano reclamou de um “terrorismo” disseminado pelo país de que a vitória do PSDB nas urnas significará o fim dos programas de transferência de renda, especialmente o Bolsa-Família. Segundo ele, os boatos são propagados pelos filiados e simpatizantes do PT. Em resposta, Aécio assegurou que não só vai manter o programa, mas fazer intervenções adequadas no cadastro dos beneficiados para que eles tenham acesso a outras melhorias promovidas pelo governo, como saneamento básico.

“Do ponto de vista das oportunidades, vamos investir de forma muito ativa, como não acontece hoje, na qualificação dessas famílias, para que elas possam, se quiserem, amanhã, buscar um espaço no mercado de trabalho”, disse, completando que é o candidato para “transformar sonhos em realidade” e “expectativas de mudança da sociedade brasileira em algo palpável”.

Inflação do idoso

Nos últimos 12 meses (julho de 2013 a junho deste ano), o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) registrou alta de 6,42%. Os principais responsáveis por essa aceleração foram as altas dos medicamentos (3,65%) e planos e seguros de saúde (2,14%). O IPC-3i é medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e representa o cenário de preços sentido por famílias com pelo menos metade dos indivíduos com 60 anos ou mais e renda mensal entre um e 33 salários mínimos.

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