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Promessa » Aécio defende gestão com mais emprego no Nordeste Em campanha no Rio Grande do Norte, Aécio afirma que vai trabalhar pelo desenvolvimento da região e reforça que seu principal adversário no pleito de outubro é o governo "que aí está"

Marcelo Fonseca -

Publicação: 22/08/2014 11:30 Atualização: 22/08/2014 14:12

O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) afirmou ontem que pretende ter sua gestão no Palácio do Planalto marcada pela criação de empregos. Em campanha no Rio Grande do Norte, o tucano afirmou que os incentivos para a Região Nordeste serão prioridade em seu mandato. “Serei o presidente da República do emprego, do desenvolvimento, do trabalho, da solidariedade. A nossa proposta é a que vai recuperar a confiança do Brasil para que os investimentos que nos deixaram retornem. O Brasil tem que voltar a crescer para gerar emprego e renda”, disse Aécio. Ele visitou na parte da tarde uma fábrica em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal, e fez caminhada pelo Camelódromo de Alecrim, na capital potiguar. De noite, fez campanha em Pombal e Patos, na Paraíba.

Há nove dias Aécio esteve no Rio Grande do Norte, mas sua agenda foi interrompida por causa do acidente que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. “Foi impossível não lembrar, porque nós soubemos da queda do avião justamente quando chegávamos a Natal, na semana passada. É um lamento muito grande, e que fique o exemplo da vontade do Eduardo, que é também a nossa, de mudar o Brasil”, comentou o tucano. 

Perguntado sobre a entrada de Marina Silva (PSB), agora cabeça de chapa do partido de Campos, na corrida presidencial, Aécio voltou a dizer que sua principal adversária será a presidente Dilma Rousseff (PT). “Meu adversário nesta eleição é o governo que aí está”, afirmou. Em pesquisa divulgada no início da semana, Aécio e Marina apareceram tecnicamente empatados em segundo lugar da corrida, com a socialista um ponto percentual à frente.

Ontem, Aécio reafirmou seu compromisso em manter o Bolsa-Família e falou que pretende fazer ajustes no programa. “O Bolsa-Família vai permanecer, mas nós vamos permitir que a pessoa receba não só o recurso financeiro, mas ascenda socialmente. Vamos suprir outras necessidades como saneamento, saúde, qualificação. Portanto, nós traçamos um programa chamado Família Brasileira que vai, dentro do cadastro único, dividir em cinco níveis de carência todos os que recebem o Bolsa-Família”, explicou o candidato.

Aécio falou ainda sobre o programa Nordeste Forte, cujo lançamento está marcado para amanhã, e garantiu que a região será prioridade em seu governo, uma vez que é “preciso tratar os desiguais como desiguais”. “Esse programa terá os principais eixos de investimento nesta região, que passem pela questão tributária, pela questão logística, pela questão da inovação, portanto, investimento em ciência, tecnologia e valorização das vocações que esta região tem”, disse o tucano.

Na Justiça
A cúpula tucana pediu ontem à Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar a transferência de imóveis da presidente da Petrobras, Graça Foster, e do ex-diretor internacional da empresa Nestor Cerveró para parentes. Segundo o coordenador jurídico da campanha de Aécio, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), a doação dos bens coloca em risco a possibilidade de a estatal recuperar parte dos prejuízos que teve com a compra da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos.

“Estamos nos antecipando e solicitando ao Ministério Público Federal a instauração de inquérito civil e subsequente propositura de ação de improbidade visando a imposição das sanções previstas em lei, especialmente a indenização dos prejuízos causados”, disse Sampaio. Integrantes da campanha consideraram a transferência de imóveis de Foster e Cerveró para familiares, depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) começou a investigar denúncias de irregularidades na compra da refinaria, um ato fraudulento de improbidade administrativa. O PSDB pediu também que os bens sejam declarados indisponíveis. (Com agências) 

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