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No Youtube » Empresa ligada a Roberto Carlos pede que vídeo de campanha Tiririca saia do ar

Publicação: 21/08/2014 10:34 Atualização: 21/08/2014 13:43

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A campanha de reeleição do federal de São Paulo e palhaço Tiririca (PR) adotou o tom do humor, mas pode ser prejudicada. O Youtube atendeu o pedido da editora EMI Songs e retirou do ar o vídeo em que o político humorista faz uma paródia da música “O portão”, de autoria de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Na letra, Tiririca usa um terno branco, coloca uma peruca e ainda brinca com um pedaço de carne, o chamando de “bifões”.

Apesar de administrar os direitos autorais de Roberto Carlos, o pedido para a retirada do vídeo não partiu do cantor, e sim, da própria empresa. A paródia de Tiririca foi veiculada na última terça-feira (20) e ocupou o horário eleitoral reservado aos deputados federais do PR. Com a proibição, o conteúdo foi retirado do ar na página oficial do palhaço e deputado no Youtube, mas ainda circula na internet. O partido também não sabe se manterá a propaganda no guia eleitoral.

Confira o vídeo:

Ao portal da revista Exame, o advogado da Sony ATV Music, empresa que controla a MI Songs do Brasil, José Diamantino frisou as medidas legais ainda não foram tomadas. O advogado disse que o partido não pediu autorização à editora para utilizar a música e foi notificado para suspender sua veiculação.

“O documento enviado diz que estamos cientes da utilização da música. Ele pede para que o uso seja suspenso, pois há violação dos direitos autorais e morais dos artistas (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), que tiveram sua produção associada aos ideais de um partido”, afirmou.

O advogado do PR em São Paulo, Ricardo Vita Porto, disse que não admitir a paródia é “limitar o direito à liberdade de expressão”. Ele defendeu que não foi utilizada a letra da música, mas só a melodia. “Se utilizassem a música em si, seria uma questão de direitos autorais. Mas a letra é totalmente diversa”, disse ao jornal Folha de S. Paulo. Para ele, o pedido da empresa não deve alterar a propaganda do deputado.

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