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Eleições 2014 » PSB bate martelo com Marina Silva e Beto Albuquerque

Andrea Pinheiro - Diario de Pernambuco

Glauce Gouveia - Diario de Pernambuco

Publicação: 20/08/2014 09:29 Atualização: 20/08/2014 10:07

Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Marina Silva e Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul e líder do partido na Câmara, serão oficializados hoje como os candidatos à Presidência da República e à vice pelo PSB. A executiva nacional do partido se reúne hoje, às 15h, para fechar os detalhes do acordo e fazer o comunicado da nova composição da chapa coligação Unidos pelo Brasil. O martelo sobre os nomes foi batido em reunião realizada na tarde e no início da noite de ontem, da qual participaram o presidente nacional interino do PSB, Roberto Amaral, o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, o presidente estadual da sigla, Sileno Guedes, o prefeito do Recife, Geraldo Julio, o candidato a governador pela Frente Popular de Pernambuco, Paulo Câmara, e o próprio Beto Albuquerque.

A escolha do vice, inclusive, foi o ponto mais delicado na negociação por conta de uma resistência inicial dos socialistas pernambucanos, que tentavam convencer ex-primeira-dama do estado Renata Campos a assumir a vice como forma de o estado permanecer representado na chapa. A preocupação do grupo, liderado pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio, era não perder espaço no partido, conquistado pelos ex-governadores Eduardo Campos e Miguel Arraes ao longo das últimas décadas. Mas Renata declinou do convite para a vaga de vice e o parlamentar gaúcho recebeu, então, apoio da maioria dos socialistas por causa de suas raízes históricas no partido, pela identidade com o projeto de Eduardo Campos e pela experiência administrativa.

Como forma de mostrar que as arestas haviam sido aparadas, Beto foi à Missa de 7º Dia de Eduardo realizada no Recife chegando à igreja ao lado de Geraldo. O apoio ao nome do gaúcho teve como principal causa a fidelidade dele a Eduardo Campos na disputa pela Presidência da República. Foi um dos poucos candidatos majoritários e proporcionais do país a usar o nome do ex-presidenciável em seu material de campanha - ele concorria ao Senado pelo Rio Grande do Sul, onde chegou a abrir 26 comitês para o ex-presidenciável.

A escolha de Beto Albuquerque foi endossada pelas famílias Campos e Arraes. Além disso, Marina Silva também simpatiza com o nome do deputado, com quem tem uma boa convivência. Renata Campos decidiu que vai se engajar na campanha de Paulo Câmara a governador, cuja eleição será um desafio para os socialistas pernambucanos. Se derrotado, o partido perde força e levará mais tempo para se reconstruir. (Com Rosália Rangel e Sávio Gabriel)

Saiba mais

Porque Beto Albuquerque será o vice de Marina Silva

Líder do PSB na Câmara dos Deputados, o gaúcho é considerado um quadro orgânico do partido. Se filiou em 1986, antes mesmo de Eduardo Campos, que entrou para a legenda em 1990

Teve uma amizade de 24 anos com Eduardo Campos, de quem sempre se colocou como aliado e porta-voz

Participou, com o ex-governador de Pernambuco, da elaboração do programa de governo do PSB e tem 100% de afinidade com as diretrizes definidas por Eduardo

É bem visto como articulador político. Tem bom trânsito tanto dentro do PSB quanto na Rede e conserva uma boa relação com a presidenciável Marina Silva, com quem esteve na quinta-feira da semana passada em São Paulo, um dia antes da reunião da ex-senadora com o presidente do PSB, Roberto Amaral

Fiel a Eduardo Campos, aceitou a difícil missão de se lançar candidato ao Senado, abrindo mão da praticamente garantida reeleição no cargo de deputado federal. Corria, inclusive, o risco de não se eleger. Segundo a última pesquisa Datafolha, estava em terceiro lugar, com 12% dos votos

O Rio Grande do Sul, estado de Beto Albuquerque, é uma das unidades federativas onde Marina Silva tem menos aceitação. Em 2010, quando se lançou na campanha presidencial, a ex-senadora teve 11% de votos lá, mesmo percentual alcançado no Piauí e em Alagoas

Tem bom trânsito no empresariado e um perfil político capaz de dar mais peso à candidatura de Marina Silva 

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