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Luto » Guias trazem homenagens a Eduardo Campos Propagandas eleitorais gratuitas de TV do PSB, PT e PSDB falam do ex-governador socialista e das bandeiras que ele defendia

Ana Luiza Machado

Juliana Colares - Diário de Pernambuco

Publicação: 20/08/2014 08:46 Atualização: 20/08/2014 15:41

Ao som de Anunciação, de Alceu Valença, a primeira peça exibida pelo PSB no guia eleitoral fez uma emotiva homenagem a Eduardo Campos. Não há menção direta ao acidente aéreo que tirou a vida do então candidato no último dia 13, exceto por um símbolo de luto no canto direito do vídeo e pelas fotos dos outros seis mortos no acidente, sob o título “homenagem a Eduardo Campos e aos amigos” no encerramento. A imagem que predomina é a de um Eduardo propositivo, que fala em mudar a educação, a saúde, equilibrar o Brasil regionalmente e socialmente e cuidar do patrimônio humano e cultural do país.

Marina Silva aparece poucas vezes, sempre ao lado de Eduardo, em cenas que simbolizam a parceria firmada entre os dois. Na primeira versão, anterior ao acidente aéreo, a ideia era que a ex-senadora apresentasse o pernambucano ao eleitor. “Nós temos uma tarefa de não desanimar e animar tantos outros a construir uma grande união no Brasil em torno de um valor central que é o povo brasileiro e o futuro deste país”, diz Eduardo no guia. A frase que virou mote da campanha, dita na última entrevista do candidato, um dia antes de sua morte, não ficou de fora. “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde vamos criar nossos filhos. É aqui onde temos que criar uma sociedade mais justa”, disse.

Nas primeiras inserções do PSDB e do PT, também houve menções a Eduardo. Aécio Neves falou da morte do socialista e da relação de 30 anos que manteve com o pernambucano, numa tentativa de aproximar sua imagem à do socialista. O ex-governador de Minas Gerais chegou a afirmar que colocar em prática os ideais que eles tinham em comum será a melhor forma de celebrar a vida de Campos. O tucano também falou de problemas dos últimos quatro anos, ou seja, da gestão Dilma. “O problema não é o Brasil, é a forma como o Brasil é governado”, disse Aécio.

No final da peça do PT, o ex-presidente Lula pediu a Dilma para encerrar o guia dela dizendo “duas palavras sobre o meu querido companheiro Eduardo Campos”.
Aparentando estar emocionado, Lula disse que a relação que tinha com ele era de pai e filho e por isso o momento era de “profunda dor”. Afirmou que as últimas palavras do socialista deveriam ser incorporadas e que “nunca, jamais devemos desistir do Brasil” e que é desta forma que ele será lembrado.

A Dilma deste início de campanha é uma mulher sorridente, dona de casa e mãe de família. Os dados positivos da sua gestão, como a criação de novos empregos, apesar da crise econômica mundial, e a diminuição do número de pessoas que estavam na linha da miséria, foram contadas por um locutor que afirmava que “muitas coisas aconteceram sem você perceber”. Lula pediu que os indecisos votem em Dilma.

Dilma Rousseff

No primeiro dia do guia eleitoral, a presidente Dilma Rousseff tentou imprimir a ideia de que não era a hora de trocar o comando da nação porque “não se pode desistir na primeira dificuldade”. Ela justificou o argumento combatendo o tema que mais seus adversários tem discutido: a economia. “Nós valorizamos os salários e criamos 11.300.000 postos de trabalho”, afirmou. Outros assuntos foram a formatura do Pronatec, o Programa Minha Casa Minha Vida, a destinação dos Royalties para a Educação e mudanças na área social.

Aécio Neves

Depois da homenagem a Eduardo Campos que abriu o programa do  presidenciável Aécio Neves (PSDB), o tucano criticou o governo, prometeu fazer  uma administração que gaste menos com o custeio da máquina pública e mais com as pessoas e disse que o  Brasil está pior do que estava  há quatro anos. “O problema não é o Brasil, mas a forma   como ele é governado, e  quando o governo vira problema, tudo vira  problema”, afirmou.

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