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Eleições » Humberto considera que morte de Eduardo terá efeitos diferentes em Pernambuco e no Brasil Senador também fala sobre o que considera erros do governo Dilma. Frisa que a comunicação da presidente não é eficiente e que precisa melhorar.

João Vitor Pascoal - Diario de Pernambuco

Publicação: 18/08/2014 14:30 Atualização: 18/08/2014 14:27

O senador Humberto Costa (PT) fez um balanço, nesta segunda-feira (18), sobre o peso da morte do ex-governador Eduardo Campos (PSB) na corrida eleitoral pela Presidência e pelo governo do estado. Ele falou sobre o assunto no programa Em Foco da Rádio Globo 720 AM, apresentado pelo jornalista Aldo Vilela.

Humberto considera que o "efeito Eduardo" será diferente nos dois cenários. Nacionalmente, o senador acredita que Marina Silva (PSB) deve chegar mais forte, conquistando parte do eleitorado indeciso. Mesmo com o crescimento de Marina, ele destaca que não teme um possível embate entre ela e Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. "Eu acho, inclusive, que Dilma tem muito mais chance (contra Marina) do que no enfrentamento com Aécio", afirmou, contrariando o que pensa a maioria dos petistas.

Para o cenário estadual, Humberto não acredita que haverá mudanças significativas. Ele aponta que a morte de Eduardo deixa a Frente Popular sem uma liderança forte, capaz de agregar tantos partidos em torno de uma candidatura. Humberto diz que, em Pernambuco, a estratégia de campanha de Armando Monteiro seguirá a mesma, já que nunca houve um discurso de desconstrução do "governo Eduardo". Ele, inclusive, ressaltou o desenvolvimento econômico e social ocorrido no estado durante os dois mandatos de Eduardo, mas, sempre, destacando a participação do governo federal. "Fizemos parte desse avanço, desse projeto. Vários de nós fomos sercretários, fomos integrantes desse governo. O importante seria manter a parceria de Pernambuco com o governo federal pois os grandes avanços que tivemos aqui foram frutos dessa parceria", apontou.

Questionado sobre o vazio no quadro de lideranças políticas visto no estado após a morte de Eduardo, Humberto considerou que há, de fato, uma falta de renovação política, em parte, gerada pela predominância da figura do ex-governador nos últimos anos. Ele afirmou que todos os partidos sofrem com a falta de renovação, principalmente o PT. "O PT precisa fazer uma renovação. Acredito que, nessa eleição, alguns nomes vão sair fortalecidos", destacou.

Durante a entrevista, Humberto reconheceu o desgaste da gestão Dilma Rousseff e apontou algumas causas. Para o senador, o PT não soube fazer uma "leitura adequada" das mudanças sociais promovidas pelo governo Lula, o que acabou gerando inquietação na população. "De repente, você promove uma mudança social, por meio do voto e transforma a vida de tantas pessoas. É natural que se queira mais e mais", destaca.

Outro fator desgastante, de acordo com ele, é a falta de articulação por parte do governo. Humberto considera que Dilma tem um perfil diferente de Lula, mais centralizador, o que acaba deixando muitas acusações feitas pela oposição sem resposta. "O governo fica acuado apanha, apanha, apanha. Falta, de fato, uma comunicação melhor por parte do governo", apontou, citando os casos recentes da prisão dos políticos por participação no mensalão e os problemas enfrentados pela Petrobras como cenários de acusações sem reação. Essa falta de comunicação, segundo Humberto, acaba gerando ruídos no diálogo com o congresso, empresários, imprensa e movimentos sociais."Lula sabia lidar melhor com a imprensa, conseguia contrabalançar as pancadas", comparou.

Apesar disso, o senador descartou qualquer possibilidade do "volta Lula", grito de parte do PT e de empresários, ouvido principalmente em momentos de crise. "É natural. O PT tem no banco de reservas um jogador que é craque e que não passou pelos momentos de dificuldade que Dilma passou", afirmou. "Dilma é forte, é competitiva", complementa.

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