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Morte de ex-governador » Políticos comparecem em peso a funeral de Eduardo Campos Partidos vão a velório e enterro de Eduardo Campos para prestar a última homenagem. Principais presidenciáveis, entretanto, deixaram as articulações eleitorais de lado

João Valadares - Correio Braziliense

Denise Rothenburg

Publicação: 18/08/2014 12:12 Atualização:

A presença de políticos de todas as matizes e credos no velório de Eduardo Campos deu a ideia do prestígio que ele acumulou ao longo da carreira. Do DEM ao PSol, não faltou um só partido a homenageá-lo, a ponto de quase provocar um aglomerado de presidenciáveis no pátio interno do Palácio do Campo das Princesas, com Dilma Rousseff, Aécio Neves e pastor Everaldo no mesmo quadrado. “Só vi algo assim quando da morte de Getúlio e de Tancredo Neves”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Ali, os tucanos, o candidato a vice, senador Aloysio Nunes Ferreira, e José Serra, esperavam pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que levou as medalhinhas de Eduardo para a viúva, Renata, e acompanhou a missa até o último acorde. Mal terminou a celebração, lá vem a presidente Dilma Rousseff para o mesmo pátio, que dá acesso ao portão de trás, onde os carros das autoridades estavam enfileirados (Marina Silva sairia pela frente ajudando a carregar o caixão ao lado da família). A presidente acelerou o passo ao perceber a presença de jornalistas e já ia saindo quando se deu conta da ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Voltou e ficou numa das laterais do pátio interno. “Não vou tirar fotos hoje. Não é o momento”, dizia a presidente a quem se aproximava de celular em punho para sair dali com uma lembrança dela.


Antes da chegada de Lula no pátio interno, que se atrasara justamente porque tinha sido parado por servidores do palácio e outros admiradores para fotos, Dilma quase encontrou Aécio. Exímio observador de ambientes, o tucano num instante percebeu que a presidente estava exatamente na parte do quadrado por onde ele planejara passar. Rapidamente, desviou para a esquerda, em sentido ao outro extremo do quadrado, onde, ao centro, um jardim cercado de coroas de flores impedia a visão completa de quem estava do outro lado. Eles já haviam se cumprimentado na chegada.

Enquanto Aécio contava aos jornalistas suas histórias com Eduardo, Lula chegou e os petistas saíram. O ex-presidente evitou dar declarações. O governador-candidato Agnelo Queiroz acompanhava a comitiva e comentou sobre a qualidade de Eduardo, de exercer a grande política. Nesse meio tempo, passou o candidato a presidente pelo PSC, Pastor Everaldo. “Meu último encontro com ele foi numa igreja evangélica em São Paulo”, disse ele. José Serra, por sua vez, conversava com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. “Ele era leve. Jamais o vi triste. Sempre houve uma boa convivência”, comentou Pezão. “Tínhamos uma boa relação e próxima. Ele fazia política com altivez”, afirmou Serra. Miro Teixeira, que acompanhou Marina Silva, também estava consternado: “Eduardo fará muita falta diante de uma política que precisa de valores”, comentou ele.
A turma do PSol foi embora depois. Randolfe Rodrigues, do Amapá, estava inconformado. “Não dá para aceitar essa tragédia”, comentou. Do PMDB, o mais arrasado era o candidato a governador do Ceará, Eunício Oliveira, que foi líder do partido na Câmara em 2003, quando Eduardo era líder do PSB. Ambos seguiram juntos para o ministério de Lula em 2005. Eunício, nas Comunicações; e Eduardo, na Ciência e Tecnologia. Naquele período eram inseparáveis. “Larga os tucanos e me arruma uma brecha no seu palanque”, comentou Eunício, que também guarda várias histórias.

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