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Eleições 2014 » Mansueto: pesquisa revela maior competitividade eleitoral

AE

Publicação: 18/08/2014 11:58 Atualização:

O economista Mansueto Almeida, um dos assessores econômicos do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que o resultado da pesquisa Datafolha, que apontou Marina Silva (PSB) empatada tecnicamente com Aécio, "mostra um cenário eleitoral muito mais competitivo". Para ele, "quanto mais debate sobre alternativas para o Brasil, melhor". "O fato de ter uma candidata tão competitiva quanto os outros é positivo."

Na sua avaliação, mesmo com o ingresso de Marina Silva no cenário eleitoral, o programa de Aécio Neves continuará enfatizando que o novo governo precisa "recuperar o tripé macroeconômico, retomar reformas estruturais do País, a fim de elevar os investimentos e o nível de renda da população", destacou.

De acordo com Mansueto Almeida, o tamanho do superávit primário necessário para estabilizar a dívida líquida está entre 3% e 3 5% do PIB, enquanto para o passivo bruto varia de 2% a 2,5% do PIB. "Contudo, para restabelecer esse nível de primário será necessário de dois a três anos, pois o próximo governo precisará verificar como andam as contas públicas, pois há muitos esqueletos lá dentro", apontou.

Aécio X Marina

O economista afirmou que Eduardo Campos, candidato do PSB ao Palácio do Planalto falecido na semana passada, deu uma grande contribuição para o Brasil, pois "a campanha política que coloca o contraditório pelas oposições é positiva para o País".

"O tipo de debate que ele propiciou era muito positivo, com uma mensagem otimista. E isso vai continuar", comentou, referindo-se a Marina Silva, que poderá ser anunciada na próxima quarta-feira como a candidata do PSB à presidência. "Todos os candidatos têm um dever com o Brasil para mostrar alternativas. A diferença entre Aécio e Marina vamos ver na campanha", destacou. "Aécio, como bom mineiro, ouve 10 economistas em separado para tomar sua decisão sobre um determinado tema", ponderou.

Juros

O economista afirmou ainda que não é possível avaliar hoje como ficará a política de juros do novo governo em 2015. "É preciso saber antes a condição das contas públicas", ponderou.

"O grande desafio do próximo governo é fazer com que o crescimento do gasto seja inferior à expansão do PIB, para dar espaço para redução da carga tributária", comentou. "O Brasil não corre risco de default, mas tem uma administração de política macroeconômica muito ruim", disse. "O mercado quer saber de um plano de voo, sobre a trajetória consistente de melhora das contas públicas e evolução gradual do superávit primário."

Na avaliação de Mansueto Almeida, contudo, há um desequilíbrio das contas públicas muito grande, o que deve exigir uma política de correção que deve levar de dois a três anos. "Nesse contexto, não deverá ser possível o Brasil crescer 3,5% no próximo ano. Contudo, o mais importante é o País adotar políticas para que possam fortalecer suas bases macroeconômicas para os próximos 50 anos", afirmou.

Mansueto Almeida fez os comentários ao participar de evento promovido pela Empiricus Consultoria & Negócios.

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