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Eleições » Presidente do PSB anuncia consulta para definir chapa à presidência Segundo a nota assinada por Amaral, a primeira pessoa consultada será a viúva Renata Campos, seguida de Marina Silva e os demais partidos que integram a coligação

Diario de Pernambuco

Publicação: 17/08/2014 17:55 Atualização: 17/08/2014 18:13

No momento em que o nome da ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade) é tido como favorito para substituir Eduardo Campos (PSB) como candidata à Presidência da República pelo PSB, o presidente nacional da legenda, Roberto Amaral, divulgou nota oficial neste domingo (17) afirmando que iniciará consulta para a definição dos nomes que vão compor a chapa do partido. "Sepultado nosso líder, o PSB abre processo de consulta visando a construção de alternativa política consensual a ser adotada pela Executiva Nacional", diz a nota.

Confira a cobertura completa da morte e do sepultamento de Eduardo Campos

Está marcada uma reunião para a próxima quarta-feira (20), às 15 horas, na sede do PSB em Brasília, quando deve ser anunciada a decisão do partido.

Segundo a nota assinada por Amaral, a primeira pessoa consultada será a viúva Renata Campos, seguida de Marina Silva e os demais partidos que integram a coligação. "Sua tragédia aumenta nossos compromissos com a defesa do crescimento e da Justiça social. Seu exemplo de luta e vida é nosso compromisso com a Nação, que procurava o sopro renovador", escreveu Amaral sobre Campos.

Neste sábado (16), ao chegar no Recife, Marina Silva disse que a perda do aliado impõe a ela uma "responsabilidade" e um "compromisso". Sem entrar em detalhes, afirmou ainda que o fato de não estar no mesmo jatinho de Campos "foi uma providência divina".

Entre os nomes cotados para ocupar o posto de vice de Marina estão o do ex-ministro Fernanda Bezerra Coelho e dos deputados Beto Albuquerque, Luiza Erundina e Júlio Delgado. A viúva Renata Campos também chegou a ser cogitada.

Planejamento de muitos anos
De acordo com Márcio França (PSB), candidato a vice-governador de São Paulo, as perspectivas de futuro ficam difíceis. "Foi um planejamento de ano. Levaram-se 14, 15 anos para formartar um líder, um jovem que fosse nosso originalmente. Tivemos outras candidaturas à presidente, mas era diferente. Essa era uma candidatura nossa, genuína. Tem um carinho diferente", afirmou.

França lembrou que, em nome desse planejamento, vários "movimentos bruscos" foram feitos. Citou que várias pessoas saíram do partido por conta desses movimentos. "Só demos certo porque tínhamos a força, energia e a coragem do Eduardo para fazer esses movimentos nas horas mais difíceis."

"Portanto, fazer uma substituição disso em três ou quatro dias é muito difícil", admitiu França, destacando que é preciso ser pragmático no momento. "A reunião é na quarta-feira. O prazo tá comendo. Teremos apenas o sábado, até às 18h". Ele ressalta, ainda, que para se candidatar à Presidência, Marina Silva precisa renunciar à vice-candidatura. "Tudo isso, formalmente, é documento, papel", explica.

* Com informações da repórter Aline Moura, do Diario de Pernambuco, e da Agência Estado
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