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Despedida » Ruas já estão interditas; confira trajeto até o Cemitério de Santo Amaro Percurso até o Cemitério de Santo Amaro passará pela Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Av. Mário Melo e Rua Treze de Maio

Ed Wanderley - Diario de Pernambuco

Publicação: 17/08/2014 09:07 Atualização: 17/08/2014 15:29

As ruas no entorno do trajeto entre o Palácio do Campo das Princesas, em Santo Antônio, onde ocorre o velório, e o Cemitério de Santo Amaro, local do sepultamento dos restos mortais de Eduardo Campos (PSB) e Carlos Percol, estão interditadas desde a manhã deste domingo.

Confira a cobertura completa da morte e do sepultamento de Eduardo Campos

As vias com trechos bloqueados são Avenida Martins e Barros, Ponte Buarque de Macedo, Praça da República, Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Rua do Palmares, Rua Marquês do Pombal, Praça Campos Santos, Rua Treze de Maio e Avenida da Saudade.

O translado dos caixões passará pela Ponte Princesa Isabel, Rua da Aurora, Av. Mário Melo e Rua Treze de Maio, até chegar à entrada principal do cemitério. O enterro do corpo do ex-governador está marcado para as 17h. Antes, por volta das 14h, ocorrerá o sepultamento de Carlos Persol, assessor de imprensa da campanha presidencial.

Poucos pernambucanos deverão lembrar do ano de 2014, num futuro próximo, sem associá-lo a grandes perdas para o estado. Neste domingo, o público, estimado em 150 mil pessoas, coloca em evidência a dimensão política do ex-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos. Não por acaso, metade dos governadores do país deverá estar presente nas cerimônias que marcam o último adeus ao líder do Partido Socialista Brasileiro, bem como caravanas de vários municípios do interior de Pernambuco, que já começaram a chegar à capital.

Uma estrutura para atender tamanho público é um desafio para o qual mal servem os "testes" recentes. Cerca de cinco mil pessoas acompanharam o enterro do rei do brega, Reginaldo Rossi, há oito meses. Em julho, o velório do "segundo pai" de Campos, o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, realizado no Palácio do Campo das Princesas, teve público estimado em 50 mil pessoas. Se as previsões forem confirmadas, três vezes mais pessoas se despedirão de Eduardo no mesmo local. Cerca de 250 policiais da Casa Militar e bombeiros acompanharão o cortejo.

A morte de Miguel Arraes mobilizou, em 2005, 60 mil pernambucanos. E se, naquela época, a imagem era a dos chapéus de palha espalhados entre gente simples – viajantes que venceram centenas de quilômetros para estar perto do caixão de quem admiravam –, desta vez, faixas pretas espalhadas pela cidade ou bandeiras expostas país afora já dão o tom do que esperar para este domingo.

De acordo com o site ClimaTempo, o dia será quente, com até 28°C, nublado, acompanhado de chuvas rápidas. Apenas 4mm de precipitação, que não devem afastar quem vem de longe prestar homenagens, a seu modo, por motivos próprios, a uma figura inegavelmente notável - ainda que longe de unânime.

E é esse jeito, meio pessoal, de cada pessoa presente que dará a dimensão da perda, muito além de análises políticas ou do histórico do socialista. São os motivos de quem, por vezes, nem consegue explicá-los, que devem mensurar o quão estridente foi o silencioso grito de luto que soou no estado nos últimos dias, por quem não foi rei, não foi imortal, mas deixou sua marca na história.

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