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Benefício » Senadores têm passagens pagas para assistirem jogos da Copa do Mundo

Publicação: 11/07/2014 09:51 Atualização:

O “legado” da Copa do Mundo também foi sentido no Congresso Nacional. Pelo menos dois senadores utilizaram de verbas públicas na compra se passagens áreas para assistirem algumas partidas do mundial. Os senadores Anibal Diniz (PT-AC) e Cidinho Santos (PR-MT), este último suplente de Blairo Maggi, licenciado para cuidar de seus negócios, são os primeiros da lista de políticos beneficiados pela paixão do futebol. As informações são do jornal O Globo desta sexta-feira (11).

Anibal Diniz mandou a conta das três passagens aéreas, R$ 2.988,27 no total, referentes à ida a dois jogos, para o Senado quitar. Já o senador Cidinho gastou R$ 1.044,53 numa passagem de São Paulo para Cuiabá, após assistir ao jogo de abertura da Copa do Mundo.

A primeira conta R$ 1,431,25 de Diniz é referente ao deslocamento entre as cidades de Brasília e São Paulo, no dia 12 de junho. O parlamentar quis assistir o jogo entre a seleção brasileira e a Croácia, na abertura da Copa, no Itaquerão. No mesmo dia, Diniz voltou à Brasília, tendo pago um valor menos pela passagem aérea, R$ 535,47 pelo trecho.

O senador petista se mostrou um torcedor fiel. Ele foi a mais dois jogos: Brasil x Camarões, em Brasília, em 23 de junho; e na última terça-feira, no Mineirão, onde assistiu à derrota do Brasil para a Alemanha. Só para voar de Brasília a Belo Horizonte, gastou R$ 1.021,55. O político não conseguiu um voo para voltar à capital federal. A solução foi pegar um ônibus, cuja tarifa foi de R$ 130, paga com recursos próprios.

Já Cidinho Santos viajou de Cuiabá a Brasília em 10 de junho com a verba indenizatória. Este tipo de verba, na verdade, é destinado para os parlamentares usarem em compromissos relacionados ao mandato. Ou seja, trabalhar pelo Congresso. O senador viajou no dia seguinte a São Paulo com recursos próprios. Porém, fez o trajeto de São Paulo a Mato Grosso com dinheiro público: R$ 1.044,53.

Nem todos devolverão o dinheiro

O senador Anibal Diniz disse que não extrapolou o uso de recursos públicos. Seu argumento para assistir aos jogos com auxílio com verba pública é “institucional”. Ele diz que foi aos três jogos a convite da CBF porque integra a Subcomissão de Acompanhamento da Copa do Mundo 2014 e das Olimpíadas de 2016.

“Usei as passagens para ir institucionalmente a um evento organizado pelo governo brasileiro e pela CBF”, disse o senador, que não pretende devolver o dinheiro aos cofres públicos.

Já o senador Cidinho Santos disse que não teve a intenção de usar dinheiro público para viajar atrás da seleção brasileira. Após consultar sua assessoria e a agência contratada para comprar suas passagens, afirmou ao jornal O Globo que houve uma confusão por parte da agência e que devolverá o valor pago pelo Senado.

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