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Coleta de assinaturas » Senador Randolfe quer CPI para investigar suspeita de corrupção na Copa Ele está coletando assinaturas para criar a comissão parlamentar de inquérito

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 11/07/2014 07:08 Atualização:

Reforma do Maracanã para o torneio: além das obras, o mercado negro de ingressos deve ser alvo dos trabalhos parlamentares no Senado. Foto: Arena/Divulgação (Arena/Divulgação)
Reforma do Maracanã para o torneio: além das obras, o mercado negro de ingressos deve ser alvo dos trabalhos parlamentares no Senado. Foto: Arena/Divulgação

A derrota fragorosa da Seleção Brasileira diante da Alemanha na terça-feira ressuscitou o discurso da necessidade de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no futebol brasileiro e nas obras da Copa do Mundo. O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) promete retomar a coleta de assinaturas na próxima segunda-feira e pretende ampliar o escopo das investigações para o esquema irregular de venda de ingressos para o Mundial.

Randolfe disse que, antes do início do torneio, as 27 assinaturas foram coletadas, mas que, por uma ação de senadores ligados ao mundo do futebol, alguns parlamentares recuaram, e a comissão não foi instalada. “Não há como não retomarmos essa investigação. Precisamos destrinchar a corrupção tanto na CBF quanto nas federações estaduais”, completou o senador.

O parlamentar defende que o colegiado seja composto apenas por senadores, já que apenas um terço das vagas da Casa estará em disputa nas eleições de outubro. “Dois terços dos senadores estarão em Brasília e poderão conduzir as investigações. Os deputados estarão preocupados com a própria reeleição”, justificou.

O parlamentar não vê dificuldades para que a CPI possa acompanhar as denúncias de venda de ingressos por cambistas, mesmo que o esquema esteja sendo conduzido por uma empresa, a Match, credenciada à Fifa (leia mais no Superesportes). “O Senado brasileiro pode, sim, investigar esse caso, pois a ação dos cambistas e da empresa aconteceu no Brasil”, completou.

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