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Especulações » Boa relação entre Lula e Eduardo continua "causando" na campanha

Ana Luiza Machado

Publicação: 10/07/2014 20:13 Atualização: 11/07/2014 09:02

 (Roberto Pereira/Arquivo)

A boa relação entre o ex-presidente Lula e o ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), agora na condição de ex-aliados, é motivo de conflito todas as vezes que é anunciado um encontro dos dois. Uma fonte não socialista contou ao colunista Josué Nogueira, do Diario de Pernambuco, que Lula e Eduardo almoçaram recentemente duas vezes em São Paulo e que o segundo turno da disputa presidencial foi uma das pautas do encontro. O ex-presidente Lula, por meio da sua assessoria, no entanto, negou que os encontros tenham acontecido.

"A última vez que eles conversaram foi no dia do nascimento do filho do Eduardo. Agora, algumas pessoas estão tentando plantar isso em todo canto", afirmou José Crispiniano, assessor do Instituto Lula. O dia em que ele se refere como a última conversa entre os dois foi em 28 de janeiro deste ano, quando o quinto filho de Eduardo, Miguel, nasceu. Depois disso, segundo ele, não houve mais conversa.

O presidenciável socialista tem, em seus discursos, batido forte na presidente Dilma Rousseff (PT), alegando que ela paralisou o desenvolvimento do país e que deixará o Brasil pior do que encontrou. Mas tem delimitado uma linha muito firme para que as críticas à gestão da petista não atinjam o período em que o presidente Lula esteve à frente da nação. Além das boas relações, Eduardo Campos é um estrategista e sabe que não é inteligente bater em uma figura política como o Lula que possui grandes índices de popularidade e empatia do eleitorado.

O fato é que a possibilidade da retomada de um convívio mais próximo e de diálogos frequentes entre Lula e Eduardo Campos deixam, principalmente em Pernambuco, petistas e petebistas de cabelo em pé. O rompimento do PSB com o PT no estado, se deu antes da quebra da aliança no plano nacional, quando o ex-governador lançou Geraldo Julio (PSB) como candidato a prefeito do Recife contra o senador Humberto Costa (PT). Para estas eleições, aposta no seu ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara para ganhar a disputa com o candidato dos petistas, o senador Armando Monteiro Neto (PTB).

Se Eduardo Campos continuar com o mesmo desempenho nas pesquisas de intenção de voto e estiver fora de um eventual segundo turno, petistas acreditam que não seria improvável que ele subisse no palanque da presidente Dilma. Para a presidente estadual do PT em Pernambuco, Teresa Leitão, o socialista teria muita dificuldade de unificar o partido em torno da candidatura de Aécio Neves (PSDB).

"Não podemos restringir o PSB a Eduardo, apesar dele ser o presidente do partido. A trajetória do PSB é muito mais ligada a nós do que a Aécio. Além disso há as alianças entre PT/PSB já firmada nos estados (entre eles Rio de Janeiro e Acre)", disse Teresa Leitão. Para petebistas a apoio de Eduardo a Dilma em um segundo turno significaria um reconhecimento dele de que suas críticas estão erradas.

VINDA DE LULA
A nova visita do ex-presidente Lula e da presidente Dilma ao estado em agosto ainda não está confirmada. Segundo Teresa Leitão, o pleito ainda está sendo articulado pelo coordenador da campanha nacional em Pernambuco Humberto Costa e, portanto, não tem data definida. A última vez que os dois estiveram no estado foi no dia 13 de junho deste ano  na Plenária do PT.

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