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Quase R$ 1 bilhão » Gasto de candidatos com campanha supera inflação Previsão de investimento nas campanhas presidenciais, ao governo de Pernambuco e ao Senado cresceu 74,5% em relação a 2010, quando a alta de preço no período foi de 30,65%

Júlia Schiaffarino

Publicação: 10/07/2014 09:50 Atualização:

Sem teto para os gastos com campanhas eleitorais, em quatro anos o “mercado da política” deu um salto milionário. Consideradas as disputas de governador e senador em Pernambuco e Presidência da República, a previsão de gastos em 2014 é 74,5% maior do que a realizada em 2010. Subiu de R$ 563,8 milhões para R$ 983,9 milhões. Esse crescimento é mais do que duas vezes a inflação acumulada no período: 30,65%. “Não é natural esse tipo de gasto. Tanto é que a sociedade está insatisfeita, pois o que se percebe é que a relação custo versus benefício dessa política não é boa”, comentou o cientista político Leonardo Barreto, doutor pela Universidade de Brasília e especialista em análise do comportamento político e eleitoral.

De acordo com o economista, Marcelo Barros, a curva foi puxada pela disputa presidencial, sobretudo o “fator” Eduardo Campos. “Em 2010, eram dois candidatos competitivos. Este ano temos a entrada do PSB que ajuda a puxar essa curva”, comenta. Somente o socialista estipulou como teto R$ 150 milhões. A candidata a vice, Marina Silva, havia previsto R$ 90 milhões em 2010, quando disputou a Presidência.

Vista individualmente, a previsão de gastos dos principais candidatos à Presidência e ao governo de Pernambuco para os quatro meses de campanha podem ser equiparadas ao que empresas de médio e de médio-grande porte podem declarar por ano. O candidato ao governo Armando Monteiro Neto (PTB), por exemplo, apresentou um teto de R$ 30 milhões, o maior da história das campanhas em Pernambuco. Paulo Câmara, por outro lado, informou que deverá gastar R$ 19,5 milhões. Enquanto isso, a receita bruta anual de uma empresa classificada como média, segundo o BNDES, varia de R$ 16 milhões a R$ 90 milhões.

As equipes dos principais candidatos evitam dar muitos detalhes sobre as estruturas ou como pretendem distribuir os recursos. A quantidade de pessoas envolvidas, por exemplo, ainda é uma incógnita. Mas as despesas com pessoal e serviços terceirizados costumam figurar entre os maiores gastos, quando analisadas prestações de contas de campanhas anteriores. Em 2010, na disputa ao governo de Pernambuco, esses itens somaram R$ 936,7 mil, representando o terceiro maior destino dos gastos, conforme a segunda prestação de contas. Perdeu apenas para produção de programa de rádio e TV e confecção de placas, faixas, estandartes e materiais impressos. 

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