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Eleições » Oposição e governo tentam convencer 47 milhões de indecisos após a Copa Governo e oposição vão usar a derrota do Brasil como argumento na corrida eleitoral. Os petistas ressaltarão que, apesar do fracasso em campo, não houve problemas na Copa. Já os rivais destacarão os exorbitantes gastos com o torneio

Paulo de Tarso Lyra

João Valadares - Correio Braziliense

Grasielle Castro

Publicação: 10/07/2014 07:06 Atualização:

Aécio Neves, ao lado de Fernando Henrique Cardoso e de integrantes da coordenação de campanha: tucano terá agenda externa hoje no Espírito Santo e na Baixada Fluminense. Foto: Igo Estrela/PSDB (Igo Estrela/PSDB)
Aécio Neves, ao lado de Fernando Henrique Cardoso e de integrantes da coordenação de campanha: tucano terá agenda externa hoje no Espírito Santo e na Baixada Fluminense. Foto: Igo Estrela/PSDB

Ainda sob o efeito da derrota do Brasil no Mundial, governo e oposição buscam o discurso para atrair 47 milhões de eleitores - um terço do eleitorado, que ainda não vestiu a camisa de um lado ou do outro para as eleições de outubro. Os oposicionistas defendem que o vexame perante a Alemanha apenas coroou um torneio que teve obras superfaturadas, entregues com atraso e resolvida pelo jeitinho brasileiro de decretar feriados nos dias dos jogos para não travar a mobilidade. Para os governistas, a “Copa das copas” foi um sucesso, os aeroportos funcionaram, os pessimistas foram calados e não se pode culpar a presidente Dilma Rousseff (PT) porque não foi ela quem entrou em campo ou escolheu Luiz Felipe Scolari para ser treinador da Seleção Brasileira.

“A partir de agora, viveremos a Copa das culpas”, disse Carlos Melo, cientista político e professor do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa. “Cada um dos lados vai tentar empurrar para o outro as razões desse fracasso. O eleitor indeciso será bombardeado por uma guerra infinita de versões”, prosseguiu Melo. O especialista lembra que, nas redes sociais, a cada gol alemão, multiplicavam-se cobranças à presidente pela ausência de investimentos em saúde e em educação e a prioridade dada às obras para o Mundial. “Mas não podemos esquecer que São Paulo, governado pelo PSDB, lutou para sediar a abertura dos jogos”, completou.

O cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fábio Wanderley avalia que o povo brasileiro sabe separar bola e voto. “A verdade é que ainda vai correr muita água até as eleições”, afirma. Ele acredita, no entanto, que a derrota pode servir como adubo para o recrudescimento das manifestações de rua que sacudiram o Brasil em junho do ano passado.

O Planalto e a campanha do PT pela reeleição de Dilma Rousseff asseguram que, até o momento, não há qualquer razão para mudanças de planos. A presidente segue disposta a ir ao Maracanã no domingo para entregar a taça ao vencedor do Mundial. Há alguns dias, a decisão causou estresse entre a Secretaria de Comunicação da Presidência e o Ministério do Esporte, pois Aldo Rebelo confirmou a presença de Dilma à Fifa antes de comunicá-la do convite.

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