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Eleições » Eduardo Campos declara R$ 546,7 mil em bens, quantia menor que em 2006

Agência O Globo

Publicação: 04/07/2014 08:22 Atualização: 04/07/2014 08:56

Aproveitando o último dia sem jogo da Copa do Mundo antes do prazo final para registro de candidatura, o presidente do PSB, Eduardo Campos, esteve nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao lado de sua vice, Marina Silva, para protocolar seu registro e dar início aos trâmites legais para disputar a Presidência da República. Entre os documentos apresentados por Campos estão o programa de governo, sua declaração patrimonial e a previsão do teto de arrecadação para a campanha, de R$ 150 milhões. Até o início da noite, outros sete presidenciáveis, todos com menos de 5% de intenções de votos nas pesquisas eleitorais, também haviam feito seus registros.

De acordo com a declaração de bens de Campos, sua evolução patrimonial desde 2010, quando apresentou sua candidatura à reeleição ao governo de Pernambuco, cresceu apenas 5%, bem abaixo da inflação acumulada até o início deste ano, de 26%. Atualmente, o presidenciável do PSB tem um total de R$ 546.799,40 em bens, cerca de R$ 26.173 a mais do que declarou em 2010.

O valor é menor inclusive do que o patrimônio declarado em 2006, quando disputou o governo pernambucano pela primeira vez, que foi de R$ 557.471,77. A maior parte do patrimônio se manteve inalterada nos últimos quatro anos: uma casa no Recife, um apartamento em Jaboatão dos Guararapes, um terreno em Garanhuns, outro no Recife e cotas de capital da empresa agropecuária Nossa Senhora de Nazaré.

As alterações na declaração do candidato foram em automóveis - ele trocou uma Tucson por um Kia Cerato e um Fiat 500 - e nas contas bancárias. Uma conta em nome de sua mulher, Renata, que passou do Santander para o Bradesco, aumentou de R$ 6.035,48 para R$ 15.907. Uma segunda conta diminuiu de R$ 27.119,99 para R$ 19.800,48. Como qualquer cidadão, o candidato não é obrigado a atualizar o valor de face dos imóveis em sua declaração de renda.

Em entrevista, ao lado de Marina, que o acompanhou na entrega das declarações no TSE, Campos minimizou o fato de ter um tempo de televisão bem menor que o de seus rivais para fazer campanha e aproveitou para repetir o discurso de que representa a "nova política" e irá confrontar o atraso.

- Para fazer a campanha, é mais difícil com dois minutos de televisão, mas, para fazer o governo, será muito melhor, porque nós vamos fazer um governo sem as amarras e os compromissos de quem trocou tempo de televisão por propostas fisiológicas, patrimonialistas, por compromisso com o atraso na política - disse.

Campos e Marina foram recebidos pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, em conversa a portas fechadas, por cerca de uma hora. Em clima descontraído, Campos garantiu a Toffoli que não pretendia "dar trabalho" à Justiça Eleitoral e que sua intenção é fazer uma "campanha limpa". Toffoli respondeu que o papel do TSE é apenas "evitar excessos" e brincou com Campos, dizendo achar que, por causa da Copa, outros presidenciáveis haviam "esquecido" de registrar suas candidaturas, e que apenas dois iriam disputar a eleição presidencial. Até aquele momento, apenas Levy Fidélix (PRTB) e José Maria de Almeida (PSTU) haviam feito seus registros.

A campanha socialista será iniciada no domingo, na comunidade do Sol Nascente, em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. A agenda de viagens do candidato para a próxima semana será fechada ainda hoje e devem constar aparições de Campos ao lado de Marina nas principais capitais do Brasil. Segundo integrantes da campanha, Ceilândia foi escolhida como ponto inicial por simbolizar a "Brasília real", "fora dos gabinetes", onde a coligação pretende chegar em 1º de janeiro.

Até a noite desta quinta-feira, outros sete candidatos, além de Campos, também haviam registrado suas candidaturas no TSE. O professor universitário Mauro Iasi (PCB), que declarou ter R$ 204.348,57; a ex-deputada Luciana Genro (PSOL), com R$ 185.189,95 declarados; o metalúrgico José Maria de Almeida (PSTU), com R$ 20 mil; o jornalista Levy Fidélix (PRTB), com R$ 649.638,19; o empresário Pastor Everaldo (PSC), com R$ 121.391,41; o médico Eduardo Jorge (PV), com R$ 412.453,12; e o advogado José Maria Eymael (PSDC), que declarou ter R$ 17.009.306,11.

A soma da previsão de gastos de todos os candidatos registrados até agora é de R$ 328,4 milhões. Campos é o que estimou o teto mais elevado até o momento, de R$ 150 milhões, valor que deve ser inferior aos que serão apresentados por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) até sábado. No rol das campanhas milionárias estão ainda Eduardo Jorge, com R$ 90 milhões; Pastor Everaldo, com R$ 50 milhões; Eymael, com R$ 25 milhões; e Levy Fidélix, com R$ 12 milhões. As campanhas mais "modestas" são as de Luciana Genro, R$ 900 mil; José Maria, R$ 400 mil; e Mauro Iasi, R$ 100 mil.

Eymael é o candidato à Presidência com maior patrimônio declarado entre os que já pediram o registro. Mas não é apenas o valor de R$ 17 milhões que chama atenção, mas o fato de que, desde 2006, quando se candidatou à Presidência pela segunda vez, seu patrimônio aumentou mais de 17 vezes. Na eleição de 2006, o candidato declarou patrimônio de R$ 985.832,95, valor que saltou para R$ 3.113.866,58 em 2010 e chegou a R$ 17.009.306,11 no documento entregue ontem. Entre os bens declarados por Eymail estão recursos de suas contas bancárias e dinheiro recebido de empréstimos que fez e até mesmo uma aliança de brilhantes de R$ 4.163,84.

A declaração mostra que o bem mais valioso do candidato são letras de crédito imobiliário no Bradesco, num total de R$ 12.302.131. O documento diz que ele recebeu cerca de R$ 2,3 milhões em empréstimos que fez. Eymael declara ainda possuir três carros, uma embarcação e até uma balsa salva-vidas, no valor de R$ 7 mil. Ele declara ser sócio de três empresas.

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