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Eleições 2014 » Chapa ao governo de Minas pelo PSB é desconhecida do meio político

Agência O Globo

Publicação: 02/07/2014 11:16 Atualização:

Isolado após romper com o PSDB, o PSB em Minas vai lançar uma chapa puro sangue para disputar o governo estadual e dar palanque ao presidenciável do partido, ex-governador Eduardo Campos. O candidato a vice e ao senado são desconhecidos do meio político mineiro. A decisão foi divulgada um dia depois de o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, principal nome do PSB mineiro, ter vindo a público para abrir dissidência no seu partido e reafirmar que não vai apoiar o candidato de Campos no segundo maior colégio eleitoral do país. Contrariando decisão da Executiva Estadual do partido, Lacerda anunciou na terça-feira que vai pedir votos para o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga, candidato escolhido pelo senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Além do ex-prefeito de Juiz de Fora e ex-deputado federal Tarcísio Delgado, 78 anos, escolhido candidato a governador, o PSB anunciou os nomes dos advogados Ana Paula Rocha, 43, para preencher a vaga de vice, e de Laudo Natel de Paula Tostes, 41, como opção para o senado. Procuradora da Câmara Municipal de Sarzedo, na Grande BH, Ana Paula é primeira secretária do PSB estadual, tentou em duas oportunidades se eleger vereadora em BH, mas não conseguiu. Laudo é ex-vereador em Bias Fortes, na Zona da Mata, foi procurador da Câmara local e assessor parlamentar do deputado federal Júlio Delgado, filho de Tarcísio.

Ligado a Aécio, Júlio chegou a ser pré-candidato ao governo, mas desistiu da empreitada para tentar outro mandato parlamentar. Coube a ele, no entanto, atuar para derrubar a candidatura do ambientalista Apolo Heringer (PSB), porta voz da ex-senadora Marina Silva, vice de Campos, e da Rede Sustentabilidade.

Com a decisão de dar palanque próprio para Campos, o PSB ficou isolado, além de sofrer com debandada de aliados. Tido como puxador de votos, o cartola e empreiteiro Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, foi um dos que desistiu de tentar se eleger deputado federal. PMN e PHS não quiseram coligar com o partido, que conseguiu fechar só com o PPL, que ficou com a segunda suplência de senador.

Além do prefeito Lacerda, a bancada parlamentar do partido também é contra ao vôo solo do PSB. Desde 2003, quando Aécio foi eleito a primeira vez o partido participa da gestão tucana no estado. No auge da parceria, já teve três secretários de primeiro escalão. Atualmente, apesar do rompimento, o partido ainda tem sob o comando a Secretaria de Educação.

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