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Eleições » Discrição para agradar aliados Em cerimônia rápida e protocolar, Dilma empossa Paulo Sérgio Passos nos Transportes e realoca César Borges na Secretaria de Portos "a pedido do PR". No Rio, apesar de ceder palanque para Aécio, Pezão diz que é Dilma

João Valadares - Correio Braziliense

Grasielle Castro

Publicação: 27/06/2014 08:00 Atualização: 27/06/2014 10:21

Foto: Roberto Stuckert/Presidência
Foto: Roberto Stuckert/Presidência
Os preparativos para começar a campanha oficialmente têm feito governo e aliados tomarem decisões a contragosto para manter as alianças. Após ter sido pressionada por uma ala rebelde do PR, que condicionou o apoio político à demissão do ministro César Borges, a presidente aceitou trocar o titular dos Transportes e, ontem, em uma cerimônia meramente administrativa, deu posse aos novos ministros. Para o posto de Borges, Dilma empossou Paulo Sérgio Passos, que presidia a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e já tinha comandado a pasta no início do governo da petista. Borges, porém, não deixou o governo. O ministro foi realocado para a Secretaria de Portos, no lugar de Antônio Henrique Silveira, que assume a secretaria-executiva da pasta.

A decisão de ceder a pressão do PR foi motivada pelo temor de o partido seguir os exemplos do PTB e do PMDB do Rio de Janeiro. Nos dois casos, a aliança parecia sólida, mas ambos migraram para a campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Embora, no caso do PR, a presidente tenha aceitado, principalmente, pelos 62 segundos de tempo de televisão, a minirreforma ministerial deixou o governo constrangido. Na posse, esvaziada de correligionários para endossar a nomeação de Passos, Dilma disse que fez apenas uma “pequena reorganização no time que toca a infraestrutura logística do governo”. Ainda assim, o PR não se diz satisfeito. Há parlamentares que querem a retirada do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Fraxe.

No Rio de Janeiro, apesar de ter visto o movimento “Aezão”, que prega o voto combinado no senador tucano e no governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), a presidente teve uma sinalização positiva. Pezão, que tenta a reeleição, afirmou ontem que trabalhará para que Dilma seja vitoriosa na disputa eleitoral deste ano. “Eu sou Dilma. Não vou cuspir no prato que comemos por sete anos e cinco meses”, declarou. A aproximação com Aécio foi reforçada na semana passada, quando o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral retirou a candidatura ao Senado para possibilitar uma aliança local entre o PMDB e o DEM e, desta maneira, abriu o palanque para os tucanos no estado. No lugar de Cabral, entrou na chapa o ex-prefeito da cidade Cesar Maia.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que acompanhava Pezão em uma agenda conjunta na comunidade da Maré, na Zona Norte da cidade, também se posicionou favoravelmente à candidatura petista e criticou a aliança de última hora. “Minha posição não mudou. Voto em Dilma e Pezão. Acho que temos no Rio um processo de recuperação iniciado por Cabral, que reverteu uma situação de abandono de muitos anos. Não gosto da aliança do PMDB e acho importante me posicionar. Não é uma boa solução para o Rio, mas foi o PT quem rompeu primeiro a nossa aliança”, comentou. Anteriormente, Paes havia se referido à união como “bacanal eleitoral”. Mesmo com o posicionamento em defesa da candidatura petista, Pezão disse que abrirá palanque para Aécio Neves, conforme decidiu o diretório fluminense do PMDB.

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