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Polêmica » Luciano Vasquez diz não haver "Guerra Santa" entre aliados de João Lyra e Eduardo Campos

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 26/06/2014 11:34 Atualização: 26/06/2014 14:06

Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press (Secretário da Casa Civil nega que cancelamento do concurso seja uma forma de desfazer modelo de governo de Eduardo Campos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press)
Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Secretário da Casa Civil do estado, Luciano Vasquez demonstrou desconforto, hoje (26), ao falar sobre um possível racha dentro da Secretaria da Fazenda entre aliados do ex-governador Eduardo Campos (PSB) e do atual gestor, João Lyra (PSB). Segundo ele, o cancelamento do concurso para julgadores do Tribunal Tributário da Fazenda (TATE) não passou pelo núcleo de gestão e foi uma decisão interna tomada pelo secretário da Fazenda, Décio Padilha, que também era dos principais nomes de confiança de Eduardo. O titular da Casa Civil achou injusto o tratamento dado a Padilha pelo presidente do TATE, Marco Mazzoni, que pediu exoneração do cargo. Ele negou, também, que algum tipo de estremecimento tivesse ocorrido após o ex-secretário de Governo Eduardo criticar a forma como a polícia agiu na desocupação do Cais Estelita, comparando à violência na guerra de Canudos. Veja abaixo a entrevista com o secretário. "Não estamos numa Guerra Santa", afirmou, negando racha e patrulhamento ideológico.

Secretário, esse tipo de coisa não pode respingar na relação entre João Lyra e Eduardo?
Não, isso é uma coisa interna. Décio foi secretário de Eduardo. Não há racha. Não existe a gestão de João Lyra e a de Eduardo, ela é única. Décio fazia parte do núcleo de gestão (do governo Eduardo) e ele tem toda liberdade para tomar as decisões que achar necessárias. Isso não tem nada a ver com política partidária e eleitoral.

Mas não é só Marco Mazzoni que vem fazendo críticas públicas. Milton Coelho disse que o governo fez tudo errado na desocupação do Cais Estelita, na semana passada, e comparou a solução de conflitos dada pela Polícia àquela adotada no Arraial de Canudos.

Milton Coelho é um cidadão. Ele não tem mais cargo nenhum no governo e, nesse conjunto de forças, não estamos fazendo patrulhamento ideológico de posições tomadas, porque isso não é  uma Guerra Santa. A desocupação foi feita a partir de uma decisão judicial.

Alguns socialistas estão falando que o governador João Lyra não está empenhando na campanha de Paulo Câmara?
Estamos integrados no mesmo projeto, de eleger Eduardo, Paulo Câmara e Fernando Bezerra. Esse projeto é nosso. A principal questão é que as pessoas querem fomentar divisão onde não existe. João Lyra considera que ainda não é o momento de campanha. A gente está na hora de trabalhar, de governar. Quando chegar a hora, vamos entrar na campanha e o governador vai estar junto, como todo o conjunto do governo, com muita garra e determinação que sempre fizemos. Temos um legado enorme de um governo exitoso e vamos defender o avanço desse governo. O conjunto do governo vai estar na camapanha de Paulo Câmara, não colocando a máquina do governo, mas sim com a militância nas horas vagas de trabalho.
 

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