• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Mensalão » Decisão favorável a Dirceu deve repercutir para Pedro Corrêa

Jairo Lima - Especial para o Diario de Pernambuco

Publicação: 25/06/2014 22:25 Atualização:

O ex-deputado federal Pedro Corrêa, 67 anos, pode conseguir o direito de voltar a trabalhar fora do Centro de Ressocialização do Agreste, no município de Canhotinho, onde cumpre pena em regime semiaberto depois de ser condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, nesta quarta-feira (25), com a maioria dos votos, nove contra um, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a trabalhar durante o dia em um escritório de advocacia em Brasília, o que pode repercutir favoravelmente ao pernambucano.

Dirceu vai prestar serviços no escritório do advogado José Gerardo Grossi, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e amigo pessoal dele. Pedro Corrêa espera retornar aos trabalhos como médico radiologista numa clínica localizada na cidade de Garanhuns, durante o cumprimento de pena de 7 anos e dois meses, da qual já cumpriu 166 dias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão partiu do novo relator do processo, o ministro Luís Roberto Barroso. Ele assumiu o posto com o pedido de afastamento do ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, da relatoria.

A decisão de Barroso ainda negou o pedido de prisão domiciliar feito por José Genoino por concluir pela inexistência de doença grave que justifique o tratamento em sua residência. Genoino foi condenado na Ação Penal (AP) 470 à pena de 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto.

A autorização permite a Pedro Côrrea cumprir de um expediente de segunda a sexta, das 8h às 17h30, e aos sábados, das 8h ao meio-dia. Segundo o advogado do ex-parlamentar, Clóvis Corrêa, a decisão anterior do STF que revogava o direito ao trabalho externo "era estapafúrdia". "Creio que ele (Pedro Corrêa) não consiga trabalhar amanhã (nesta quinta-feira), mas na sexta ele deve comparecer. Ele tem pacientes que sentem falta dele", explicou o advogado Clóvis Corrêa.

Pedro Corrêa só poderá voltar a trabalhar depois que o ministro Luís Roberto Barroso decidir favoravelmente a ele. Caso isso se confirme, o ministro comunicará a Vara de Execuções Penas e esta deve proceder os trâmites para liberar o trabalho do ex-parlamentar.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.