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Decreto » Eduardo volta a criticar decreto de Dilma Em entrevista à Rádio Clube do Paraná, o ex-governador disse que o Decreto nº 8243 é uma forma de o PT manter-se no poder

Publicação: 23/06/2014 10:29 Atualização:

O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) voltou a criticar hoje (segunda-feira) o Decreto nº 8243, que obriga a realização de consultas públicas em órgãos do governo. Em entrevista à Rádio Clube de Ponta Grossa, no Paraná, Campos disse que a ideia da presidente Dilma Rousseff é uma forma de o PT permanecer no poder. Ele acredita que o Congresso deve alterar o decreto.
"Essa decisão tem um viés político e jurídico questionável, criada para suprir a insuficiência do diálogo dela (Dilma) com a sociedade. Temos, no Brasil, um governo que não dialoga com o estudante, com o mundo rural, com as fábricas, com a academia brasileira. Aí vem esse decreto que, a meu ver vai exigir uma posição do Congresso em relação a ele, com o desejo de que o Brasil amadureça. Mas, na verdade, só reforça a institucionalidade democrática que existe no país", avaliou o pré-candidato.
Questionado pelo repórter se o decreto criado pela presidente era uma forma de o PT manter-se no poder caso perdesse a eleição, o ex-governador disparou. "Dá para entender dessa forma, está claro. Todas as pesquisas de opinião pública mostram que o povo deseja uma mudança, 75% dos entrevistados, em média, querem mudanças", afirmou.
Ele citou que a mudança que ele e Marina querem para o país passa pela preservação dos acertos, enfrentando os "erros e o fisiologismo que estão aí, a corrupção, o descaso com quem paga impostos, tudo isso sem dividir o Brasil". Eduardo aproveitou a entrevista para "bater" ainda mais na adversária nas urnas. "Trinta e nove ministérios é algo insano. Tem hora que ela não sabe nem o nome desse povo todo", criticou.

Decreto - O Decreto 8243 foi baixado pela presidente Dilma Rousseff no dia 26 de maio deste ano. Ele obriga que órgãos do governo realizem consultas públicas antes de decidirem sobre assuntos de interesse da sociedade civil. No documento, no entanto, não fica claro quais seriam essas situações. Sabe-se apenas que serão criados conselhos e plataformas ou softwares pela internet que viabilizem essa interação. O decreto faz parte da chamada Política Nacional de Participação Social (PNPS), programa criado para melhorar a participação social no governo federal.
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