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Prisão » Pedro Corrêa na espera para voltar a trabalhar Condenados no processo do mensalão esperam retomar o benefício com mudança de relator. Ministro Barroso deve analisar os recursos dos réus na próxima quarta-feira

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 23/06/2014 09:53 Atualização:

Ex-deputado estava trabalhando em uma clínica. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A. Press
Ex-deputado estava trabalhando em uma clínica. Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A. Press
Preso desde dezembro do ano passado, por envolvimento no escândalo do mensalão, o pernambucano e ex-deputado federal Pedro Corrêa está "ansioso" pela análise dos recursos de alguns dos condenados no caso, que deve ocorrer na próxima quarta-feira, segundo solicitação do novo relator da Ação Penal 470, o ministro Luís Roberto Barroso. Corrêa espera que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de suspender o direito de trabalho externo dos réus condenados no processo, seja revogada. A esperança recai justamente na mudança da relatoria, agora nas mãos de Barroso, desde quando Barbosa resolveu se aposentar do STF.

Segundo a defesa de Pedro Corrêa, que é representada pelo advogado Clóvis Corrêa, primo do ex-deputado, ambos não teriam dúvidas de que a decisão de Barroso será favorável ao ex-parlamentar. Porém, ele ressalta que a decisão pode ser conhecida somente após o recesso do Judiciário, que começa em 1º de julho.

"Não tenho dúvidas que o caso de Pedrinho vai ser favorável a partir da decisão de Barroso. Temos certeza absoluta que o ministro vai liberar o benefício do trabalho externo. Foi uma decisão exorbitante do ministro Joaquim Barbosa de suspender o trabalho", comentou Clóvis Corrêa, dizendo acreditar que Barbosa está deixando o caso por "não existir mais clima para o ministro dentro da Corte".

Pedro Corrêa tinha começado a trabalhar como médico radiologista em uma clínica em Garanhuns, Agreste de Pernambuco, no dia 2 de maio. Porém, 20 dias depois, Joaquim Barbosa suspendeu o benefício por entender que antes de ter direito à saída para trabalho externo era necessário cumprir um sexto da pena.

Com o mesmo argumento, o presidente do Supremo revogou o benefício que já tinha sido concedido a outros sete condenados, entre eles o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. De acordo com Clóvis Corrêa, essa justificativa só seria válida se "Pedro Corrêa estivesse cumprindo a pena em regime fechado e quem está no semiaberto não precisa cumprir um sexto da pena".

"Todo o pessoal da clínica está satisfeito com o trabalho que Pedrinho vem realizando por lá. Não vejo empecilhos para que ele continue trabalhando. Por isso acreditamos numa decisão monocrática de revogação do despacho por parte do ministro Barroso. Ele mesmo já classificou como rigorosas as penas aplicadas no processo", afirmou o advogado.

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