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Aliados do governo Dilma negam apoio à reeleição Depois da saída do PTB, Planalto tenta conter debandada na coligação de Dilma à reeleição. PP, PR e PSD ainda sofrem assédio para pular no barco da oposição

Estado de Minas

Publicação: 23/06/2014 04:48 Atualização:

Brasília – Três partidos, totalizando quase oito minutos de propaganda eleitoral diária de rádio e televisão, decidirão, até o dia 30, se apoiarão a reeleição da presidente Dilma Rousseff. PP e PSD têm convenções partidárias marcadas para a quarta-feira. O PR decidiu transferir a decisão para a reunião da Executiva Nacional, dia 30, algo que poderá acontecer também com o PSD, se o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, decidir por um tempo maior para pensar o futuro da legenda.

A princípio, todos eles devem coligar-se com Dilma. Mas essa também era a expectativa em relação ao PTB, até a legenda mudar de ideia e decidir apoiar a candidatura de Aécio Neves (MG) ao Planalto, transferindo para o senador mineiro 1min16s diários de propaganda eleitoral. "O PTB fez a mesma coisa que nós fizemos. Reunimos o partido com a presidente Dilma Rousseff e prometemos apoio a ela. E olha que nem servimos comes e bebes no encontro", ironizou um dos articuladores políticos do PSD.

Durante a convenção nacional do PT que homologou a candidatura de Dilma Rousseff, no sábado, Kassab foi vaiado toda vez que teve seu nome anunciado pelo cerimonial. Os tucanos não acham que isso possa influenciar na decisão. Até porque, segundo aliados de Kassab, um gesto mais forte para atrair o PSD não foi dado pelo PSDB de São Paulo: o governador Geraldo Alckmin decidiu por fechar uma coligação com o PSB na vice, preterindo o próprio Kassab. "Se Kassab fosse vice em São Paulo, ele puxaria o PSD para o colo de Aécio", admitiu uma pessoa próxima.

SEM VAIAS O PP se reunirá no dia 30, em Brasília, para decidir o que fazer em outubro. O presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), também foi à festa do PT para ungir Dilma. Saiu-se melhor que Kassab – não foi vaiado. Ele segue empenhado em apoiar formalmente a reeleição da presidente. “Mas vamos liberar nossos candidatos nos estados para apoiar os presidenciáveis que desejarem”, disse Ciro.

Essa liberação está sendo feita em comum acordo com o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Em 2010, o parlamentar era presidente do partido, apoiou a eleição da presidente Dilma, mas não impôs a mesma linha de raciocínio aos estados. A diferença, naquela época, era que a coligação no plano nacional não foi feita de maneira formal – o PT não conseguiu o tempo de televisão dos pepistas. Hoje, Nogueira quer um casamento oficial.

O PR fez a convenção no último sábado, sepultou a candidatura própria do senador Magno Malta (ES), mas deixou para definir a coligação com o PT no dia 30. O presidente nacional do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), disse que, se a aliança não for aprovada, entregará todos os cargos. Sem problemas para parte da legenda – que alega não ser o ministro dos Transportes, César Borges, da cota partidária. Tanto que a bancada da Câmara chegou a capitanear o movimento "Volta, Lula".
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