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Eleições » Dilma terá espaço em programas de rádio e televisão em pelo menos 16 estados Neste ano, o PT terá candidatos próprios nos seis maiores colégios eleitorais do País - São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná - , onde estão 60% dos eleitores do País. Em 2010, o PT não apresentou candidato próprio em três desses Estados: Rio, Minas e Paraná.

AE

Publicação: 23/06/2014 08:47 Atualização:

A expansão dos palanques estaduais petistas ganha mais peso quando se considera o tamanho dos Estados envolvidos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A expansão dos palanques estaduais petistas ganha mais peso quando se considera o tamanho dos Estados envolvidos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Além de dominar o horário eleitoral da campanha presidencial, o PT vai expandir sua presença na propaganda de rádio e televisão dos candidatos a governador - o que pode ampliar mais a presença da presidente Dilma Rousseff no chamado palanque eletrônico.

Neste ano, o partido vai lançar candidato próprio a governador em pelo menos 16 Estados - seis a mais do que na eleição de 2010 quando deu mais importância a alianças com o PMDB e outros partidos.

A expansão dos palanques estaduais petistas ganha mais peso quando se considera o tamanho dos Estados envolvidos. Neste ano, haverá candidatos próprios nos seis maiores colégios eleitorais do País - São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná - , onde estão 60% dos eleitores do País. Em 2010, o PT não apresentou candidato próprio em três desses Estados: Rio, Minas e Paraná.

Descontando-se o eleitorado dos Estados onde o PT concorreu em 2010 e não terá candidatos em 2014 (Pará e Sergipe), o partido terá uma "plateia" potencial de quase 37 milhões de eleitores a mais do que há quatro anos - aumento de cerca de 30%. Dilma pode ser beneficiada indiretamente porque os candidatos petistas costumam fazer campanhas casadas para os governos estaduais e para a Presidência. Em 2010, a então candidata aparecia frequentemente no horário eleitoral dos concorrentes a governador e ao lado do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os petistas também usaram a propaganda estadual para promover e se associar a programas federais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Neste ano, é provável que o mesmo ocorra em relação ao Mais Médicos, que expandiu o atendimento de saúde em quase 60% dos municípios do País. Alexandre Padilha, ministro da Saúde na época de lançamento do programa, será o candidato do PT ao governo paulista.

Brecha

Ao "invadir" a propaganda dos candidatos estaduais em 2010, Dilma garantiu presença quase diária no horário eleitoral daquele ano. Os programas dos candidatos a presidente são exibidos às terças-feiras, às quintas e aos sábados, e os dos candidatos a governador, às segundas, quartas e sextas. Além disso, vão ao ar todos os dias - inclusive domingos - as inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da programação normal das emissoras.

A "invasão" dos programas estaduais não é ilegal. A Lei Eleitoral permite que os candidatos a governador exibam até presidenciáveis de outros partidos, desde que suas respectivas legendas estejam coligadas em nível nacional.

Dilma deve ter mais tempo em 2014 do que na campanha passada. Poderá abocanhar até 45% do tempo da propaganda presidencial, mesmo após a perda do apoio do PTB, que anteontem decidiu abandonar o barco petista e vai apoiar o candidato do PSDB, Aécio Neves.

O tucano também deve usar os programas estaduais para ampliar sua exposição e compensar a desvantagem em relação à petista. Aécio deve ter 18% do tempo dedicado ao horário eleitoral e às inserções dos candidatos a presidente. É menos do que Geraldo Alckmin (41%) e José Serra (29%) tiveram em 2006 e 2010, respectivamente. A estratégia de ocupar espaço nas propagandas de seus aliados pelo País já foi usada na pré-campanha, quando diretórios estaduais cederam parte do tempo das inserções regionais a Aécio.

Para esta campanha, o PSDB aprovou resolução exigindo que todas as alianças locais sejam submetidas ao diretório nacional. “Nos Estados onde o candidato é nosso, o Aécio terá todo o espaço disponível. Onde não for, a ideia é que os candidatos ao Senado privilegiem nosso candidato”, disse Antonio Mendes Thame, secretário-geral do PSDB.

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