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Senado » A caminho do fim de um ciclo no poder Sarney cogita não se candidatar novamente, mas ainda não disse que sim nem que não

Publicação: 22/06/2014 10:05 Atualização:

Com 84 anos, a saúde um pouco abalada e seis décadas de trajetória política, o senador José Sarney (PMDB-AP) encontra-se num dilema de vida: ser ou não ser candidato a mais um mandato de senador pelo Amapá, estado que adotou para angariar votos. Por enquanto, o mistério se mantém. Sarney não diz que sim nem não. Há cerca de três semanas, segundo políticos locais, ele enviou ao Amapá um de seus colaboradores, que se dedica às reivindicações do estado - do Maranhão, ele mesmo cuida. O enviado conversou com aliados do velho cacique, ouviu ponderações e as repassou ao chefe.

Uma das preocupações que estão atormentando a cabeça do longevo líder político é que, se concorrer, corre risco de perder. E sair da vida pública vitoriosa - 2013 na qual foi tudo o que quis, inclusive presidente da República - com uma derrota não seria um bom final. Além disso, a filha, a governadora Roseana Sarney (PMDB), também desistiu de concorrer ao Senado pelo Maranhão e, a partir do ano que vem, pretende passar uma temporada nos Estados Unidos - o destino seria Miami, como vêm dizendo as rodas políticas maranhenses.

Uma derrota de Sarney, somada ao afastamento de Roseana, deixaria a família longe do poder pela primeira vez na vida. O único representante do clã que pode se eleger com uma certa facilidade é o deputado Zequinha Sarney (PV-MA).

No Amapá, o candidato que mais preocupa Sarney é cria sua. Trata-se do deputado federal Davi Alcolumbre (DEM). Davi era sobrinho de Salomão Alcolumbre, que foi suplente de Sarney e morreu em abril de 2011, aos 65 anos, de um ataque cardíaco.
Davi entende que chegou a hora de tocar a vida sozinho.

Embora jovem, com 37 anos, ele não é neófito. Deputado federal por três mandatos seguidos, na eleição passada para prefeito ficou em quarto lugar no primeiro turno. Acabou apoiando Clécio Luis (PSol), ajudando-o a vencer o pleito contra Roberto Góes (PDT).

Passado
O deputado afirmou que tomou a decisão de se lançar ao Senado há oito meses. Ele se ressentiu do fato de que o PMDB não apoiou sua candidatura a prefeito no ano passado, embora ele próprio tenha se unido aos peemedebistas em outras eleições. Embora declare que respeita a história de Sarney, Davi dá a entender que o senador maranhense é passado.

"Na vida tudo passa. O país mudou desde junho do ano passado, quando aconteceram as manifestações. E a classe política precisa dar uma resposta à população", disse ele, e prometeu: "Se tiver de enfrentar Sarney, vou enfrentar".

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