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Briga política » "Não houve absolutamente nada", diz Eduardo sobre divergências com Lyra

Publicação: 21/06/2014 09:18 Atualização: 21/06/2014 15:44

Antigos e novos aliados prestigiaram, na noite de sexta-feira, a tradicional festa junina organizada pelo governador João Lyra Neto (PSB), na fazenda Macambira, nas proximidades de Caruaru.

A lista de socialistas foi extensa, a exemplo do prefeito do Recife, Geraldo Julio; do pré-candidato ao governo, Paulo Câmara; e ao Senado, Fernando Bezerra Coelho; do deputado Danilo Cabral, além de Raul Henry (PMDB), Alberto Feitosa (PR) e dos pedetistas Guilherme Uchoa e José Queiroz, respectivamente, presidente da Assembleia Legislativa e prefeito de Caruaru, principais entusiastas da adesão do partido à candidatura do PSB no estado. Lá estiveram também os deputados federais Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), ambos recém-chegados à Frente Popular.

Mas o principal convidado da noite chegou quando o salão já estava cheio. Eduardo Campos, pré-candidato socialista à Presidência da República, ganhou logo todos holofotes, até pelos questionamentos sobre um possível mal-estar entre ele e o anfitrião Lyra, durante a semana, além dos acordos sacramentados pelo partido em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, com PSDB e PT, legendas adversárias do pernambucano na corrida presidencial.

Na sexta-feira pela manhã, o PSB indicou o deputado Márcio França para a vice do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição. À tarde, acertou com Lindberg Farias (PT) para o governo do Rio, compondo a chapa com Romário (PSB), ao Senado, decisão ocorrida um dia depois de Miro Teixeira (Pros), até então o nome que Eduardo apoiaria, retirar sua candidatura estadual.

"Eu e Marina (pré-candidata à vice de Eduardo) dizemos que vamos governar o Brasil com os melhores. Nós podemos governar o Brasil com os melhores do PT, do PSDB, e de outros que até não tenham partidos. Não queremos ser os donos da verdade, que só presta se for filiado ao nosso partido",  argumentou Eduardo, ao responder sobre a aliança com os dois principais partidos concorrentes dele à Presidência da República.

Em relação a Lindberg, inclusive, Eduardo lembrou da relação antiga que tem com o senador petista. "Conheço ele desde a época de líder estudantil na campanha do Impeachment (foi um dos líderes do movimento dos caras-pintadas, que resultou na derrubada do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992). Ajudou na minha campanha para prefeito do Recife, em 1992. Então tenho uma relação de muitos anos com ele e, mesmo assim, não deixei de apoiar Miro Teixeira até quando ele era candidato", explicou Eduardo, que também negou qualquer estremecimento da relação com o governador João Lyra, após uma nota oficial no qual pontuou algumas questões relacionadas à atuação do governo do estado no episódio da reintegração de posse, através da ação da Polícia Militar, do terreno do Cais José Estelita, na última terça-feira

"Sinceramente, não houve absolutamente nada (em relação a Lyra). Eu lamento que a crônica política tenha tratado as coisas nesses termos. Nossa relação com o governador João Lyra tem uma história de muito tempo e não pode ser colocada da forma superficial que foi exposta por algumas pessoas", respondeu.

Lyra também tratou de colocar um ponto final no assunto ao afirmar que o que houve foi uma questão de governo e que ele irá participar ativamente da campanha de Paulo Câmara, ao governo do estado, e de Eduardo Campos, à Presidência da República.
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