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Movimento durante a Copa » Torcedores aproveitam Mundial também para protestar Além de dar uma força à seleção do seu país, torcedores levam aos estádios das 12 cidades-sede do Mundial mensagens de protesto ou em defesa de minorias e da paz

Vera Schmitz - Estado de Minas

Publicação: 20/06/2014 07:36 Atualização:

Ocupe os estádios. Esse bem que poderia ser o nome do movimento dos torcedores que, desde o dia 12, quando a bola começou a rolar na Arena Corinthians, o Itaquerão, na partida de abertura da Copa do Mundo, ocuparam as arenas das 12 cidades-sede dos jogos. No meio daquela massa de gente devidamente caracterizada de verde-amarelo ou nas cores do seus países, houve quem decidiu não deixar passar em branco a oportunidade de protestar ou divulgar uma mensagem política em defesa das minorias. Munidos de faixas ou cartazes, esses torcedores mais politizados foram flagrados pelas lentes dos repórteres fotográficos que corriam os olhos nas arquibancadas em busca de uma cena que escapava do simples ato de torcer.

Eleições e manifestações contra o racismo em campo e fora dele, pela paz mundial, pela demarcação de terras indígenas ou mesmo por um país melhor foram alguns dos temas que surgiram nas cadeiras das arenas, novas em folha, assim como os estádios, alvos de críticas durante todo o período pré-Mundial. Até os estrangeiros se lembraram dos problemas mundiais e trouxeram seus cartazes. Não faltaram aqueles que levaram figuras políticas para o campo, como Martin Luther King, um dos mais importantes líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo, e o presidente norte-americano Barack Obama, também negro. Dentro do campo, chamou a atenção da imprensa internacional o protesto solitário do pequeno índio Werá Jeguaka Mirim, de 13 anos, da aldeia Krukutu, que, na cerimônia de abertura, quebrou o protocolo e abriu uma faixa vermelha pedindo a demarcação das terras indígenas.

Embora pequenas, as ações desses torcedores podem ser interpretadas como reflexo dos protestos que varreram o país no ano passado, durante a Copa das Confederações, e continuam até hoje – em proporção bem menor. O movimento “Não vai ter Copa” voltou às ruas nos últimos dias, mas perdeu a força inicial e parou nas barreiras policiais. Dentro dos estádios tem Copa, sim. E o torcedor brasileiro fez questão de marcar terreno também nesse quesito. O Estado de Minas selecionou algumas dessas manifestações solitárias clicadas por fotógrafos da imprensa nacional e do exterior.

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