• (1) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Nova aliança » Tensão na convenção estadual PSol-PMN evidencia racha dos socialistas Partidos anunciam candidatura de Zé Gomes (PSOL) ao governo de Pernambuco com Viviane Benevides Cruz (PMN) como vice, mas enfrentam opiniões internas divergentes

Cláudia Ferreira - Esp. para o Diario de Pernambuco

Publicação: 19/06/2014 20:16 Atualização: 19/06/2014 22:03

A coligação homologou a candidatura de Zé Gomes (ao microfone) ao governo do estado. Foto: Cláudia Ferreira/Esp. DP/D.A Press
A coligação homologou a candidatura de Zé Gomes (ao microfone) ao governo do estado. Foto: Cláudia Ferreira/Esp. DP/D.A Press
Um clima de tensão tomou conta da sede do Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC), no bairro da Boa Vista, zona central do Recife, na noite desta quinta-feira (19). A convenção que homologou os nomes de Zé Gomes, presidente do PSol, em Pernambuco, e Viviane Benevides (PMN) para disputarem as eleições estaduais para os cargos de governador e vice, respectivamente, começou com fortes críticas de um grupo presente no ato político. Uma parte considerável da militância do PSol se mostrou contrária à nova coligação "Pernambuco pelo poder popular", formada pela articulação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) com o Partido da Mobilização Nacional (PMN).

Os contrários à coligação alegam que a resolução foi imposta pelos dirigentes do partido, não havendo diálogo com a militância. "De última hora, o evento foi divulgado como convenção do PSol com o PMN. Essa convenção não é um ato político como estão dizendo, pois ele não envolve discussões sobre a decisão já tomada", revela André Justino, integrante da Executiva Estadual do PSol. Para o militante, o mais grave dessa deliberação é que o PMN não combina com o projeto político original do PSol, que seria a consolidação de uma frente de esquerda. "Nacionalmente, o PMN está com Aécio Neves (PSDB). É um partido historicamente envolvido com a direita, essa articulação se deu por pura conveniência eleitoral para os dois candidatos", lamenta André Justino.

Na última eleição municipal, em 2012, o PMN esteve aliado ao Democratas (DEM) no Recife. No âmbito estadual, a legenda integrou, em 2010, a chapa PMDB/DEM/PSDB no pleito para o governo de Pernambuco.

Sob vaias e gritos de "PMN não nos representa", o pré-candidato Zé Gomes garantiu que 90% da direção estadual foi favorável à aliança. Edilson Silva, integrante da executiva nacional do PSol, mostrou que a legenda de fato tem propósitos mais ambiciosos nesse pleito. "Precisamos formar uma chapa competitiva. Não queremos participar de uma eleição só para fazer denúncias e exibir nossa musculatura retórica", destacou aos presentes.

Entre as propostas da aliança estão a ampliação da participação popular, inclusive na própria campanha da coligação. Zé Gomes destacou a importância dessa articulação. "Estamos lançando uma nova proposta política. Ao contrário do que se costuma fazer, não vamos apresentar de cara um monte de ideias logo no primeiro dia de campanha. Pretendemos convocar a participação da sociedade civil durante esse processo para construimos uma base de diretrizes e metas de governo", esclareceu o postulante.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Gustavo Maciel Ribeiro
É mais uma manobra eleitoreira e autoritária da ala direita do PSOL. Assim como fizeram em SP, impondo Maringoni e tirando Safatle para governador. Assim como fizeram com impondo Randolfe - candidato que não representou a base militante do partido e foi derrotado por isso. | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.