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Balanço » TCU aponta atrasos em quase 60% das obras de mobilidade previstas na Copa Relatório divulgado nesta quinta-feira mostra atrasos em obras de transporte público e aeroportos. Situação de Confins está entre as piores

Estado de Minas

Publicação: 19/06/2014 14:32 Atualização:

Um relatório divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quinta-feira (19/5) com dados até fevereiro deste ano revela que a execução das obras previstas para a Copa do Mundo ficaram muito aquém do esperado para o início de 2014. Segundo o órgão, atrasos acabaram comprometendo o cumprimento de metas na entrega dos projetos. As obras de mobilidade foram as mais prejudicadas. Até fevereiro, dos 34 empreendimentos previstos para estar em pleno funcionamento no país durante o Mundial, 20 deles – 59% do total – estavam com menos de 50% de desembolso previsto, sendo que quatro deles ainda não haviam recebido qualquer repasse financeiro.

O atraso nas obras do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também está entre os problemas constatados pelo TCU. Dados levantados até fevereiro apontam que, para cumprir as metas estipuladas, ainda seria necessário executar, em apenas três meses, 34% das intervenções contratadas. Para se ter uma ideia do problema, de junho de 2012 a janeiro de 2014, as obras no terminal avançaram 35% - percentual quase idêntico ao necessário para conclusão dos trabalhos no aeroporto em apenas 90 dias.

Apesar dos atrasos no aeroporto mineiro, a situação é ainda mais crítica em outros terminais analisados. Entre as 26 ações previstas sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apenas dez haviam sido concluídas à época da fiscalização. Entre eles, os que enfrentavam maiores problemas eram os de Fortaleza e Porto Alegre.

Com relação aos financiamentos do BNDES, ainda havia desembolsos a serem feitos para a construção das arenas Pantanal, das Dunas, além do contrato referente à contrapartida pública às obras da Arena Pernambuco. O relatório do tribunal lembra que já havia alertado os órgãos responsáveis sobre a possibilidade de atrasos na entrega das obras, principalmente as de mobilidade. “Cabe acrescentar que em diversas ocasiões ao longo os últimos cinco anos, ao apreciar ações de controle específicas, o tribunal alertou as autoridades competentes para a existência de riscos relevantes de que determinados projetos de mobilidade urbana nas cidades-sede da Copa não seriam concluídas ou estariam em operação até o Mundial”, informa o documento.

Outro relatório deve ser entregue após 90 dias de conclusão do Mundial de futebol da Fifa, para levantar informações sobre a situação das obras e também sobre o aspecto financeiro de cada uma das ações previstas na Matriz de Responsabilidade da Copa.

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