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Equívocos » Críticas de Eduardo são direcionadas à União e à falta de diálogo Eduardo Campos apontou equívocos ontem do Poder Público ao comentar sobre a desocupação do terreno do Cais José Estelita no Recife

Rosália Rangel

Publicação: 19/06/2014 08:35 Atualização: 19/06/2014 08:46

O socialista considerou a negociação realizada pelo órgão federal
O socialista considerou a negociação realizada pelo órgão federal "complemente equivocada", feita "sem transparência" e sem uma discussão prévia e ampla de um "terreno central da cidade". Foto: Alexandre Severo/PSB

Ao comentar ontem a ação de desocupação do terreno no Cais José Estelita, o ex-governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos, apontou equívocos na forma como foi conduzida a venda da área pela União, ocorrida em 2008, na gestão do então prefeito do Recife João Paulo (PT). O socialista considerou a negociação realizada pelo órgão federal "complemente equivocada", feita "sem transparência" e sem uma discussão prévia e ampla de um "terreno central da cidade", resultando na aprovação sem debate do projeto Novo Recife. Ele também defendeu a postura adotada pelo prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), pela disposição de buscar o diálogo com entidades e empresários proprietários da área.

"O terreno foi vendido pela SPU (Secretaria do Patrimônio da União), um órgão público que fica com todo patrimônio público, sem nenhum planejamento, sem nenhuma articulação com a prefeitura e com o governo do estado para definir o que ia ser na área", observou.

Na avaliação dele, além de ter sido vendido sem a participação dos gestores públicos, o projeto foi aprovado "sem um processo de participação popular efetivo que foi homologado, inclusive, no governo anterior ao de Geraldo (do ex-prefeito do Recife João da Costa, do PT) e diferente do que hoje ele tem buscado fazer", complementou."Mas com a judicialização do processo, os empresários ganharam na Justiça o direito de implementar o projeto", comentou.

Eduardo Campos fez questão de dizer, durante entrevista no Rio de Janeiro, onde ontem visitou o Centro Cultural Cartola, na Mangueira, que o governo do estado, enquanto esteve sob seu comando (2007 a abril de 2014), nunca foi instado a receber ou comprar o terreno da própria União."Nós fomos surpreendidos no dia em que apareceu a notícia (da venda) e que tinha um projeto dos empresários", lembrou.

Ação da PM

Sobre as denúncias de excessos por parte de integrantes da Polícia Militar, que foram ao local para garantir o cumprimento da reintegração de posse, Eduardo afirmou que o governo do estado deve apurar os fatos."A ordem é de um juiz e se houve violência, e parece que houve pelos vídeos que vi postados, os envolvidos devem ser punidos na forma da lei".

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