• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Críticas » Debate cercado pela falta de memória no caso Estelita

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 18/06/2014 10:46 Atualização: 19/06/2014 00:21

Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A.Press
Foto: Júlio Jacobina/DP/D.A.Press

A retirada à força dos ativistas do Cais José Estelita ontem pela manhã (Veja as fotos aqui) rendeu críticas duras dos aliados ao governo João Lyra (PSB), seja por meio de entrevistas ou nas redes sociais, mas o debate político também está cercado de falta de memória. As principais críticas foram desferidas pelo ex-vice-prefeito do Recife Milton Coelho (PSB) e pela secretária de Meio Ambiente do Recife, Cida Pedrosa, filiada ao PCdoB.

As duas lideranças se pronunciaram pelo Facebook, seus respectivos partidos integram o governo João Lyra e tiveram a oportunidade de assistir de camarote a todas as negociações que envolveram o Novo Recife na prefeitura. O PCdoB teve Luciano Siqueira como vice-prefeito do governo João Paulo por oito anos, enquanto Milton Coelho foi vice de João da Costa, quando o projeto começou a ser discutido.

Em 2008, na gestão do prefeito João Paulo, o terreno onde será construído o Novo Recife foi vendido pela União, através de um leilão público, a um consórcio com duas empresas privadas e não houve articulação dos governos para uso público, como exigem os manifestantes do Ocupe Estelita. Em 2012, quando se anunciou a construção de 12 torres no Cais, já no fim do governo João da Costa, Milton (em dezembro, ele se desligou da prefeitura), não se posicionou contra em momento algum. Nem o PSB, nem o PCdoB, nem o PT.

 

A polêmica sobre o Novo Recife avolumou-se com a criação do grupo Direitos Urbanos no Facebook, que não aceitou a aprovação do projeto em 2012 sem debate com a sociedade, mas João da Costa não enxergou problemas, porque tudo estava dentro da lei. O Diario então indagou ao prefeito eleito, Geraldo Julio (PSB), em duas ocasiões, se havia possibilidade de negociação quando ele tomasse posse. O socialista permaneceu em silêncio e só começou a negociar com os envolvidos no ano passado. Em dezembro, o prefeito reuniu os integrantes do consórcio e negociou a ampliação de R$ 32 milhões para R$ 62,7 milhões em 16 ações compensatórias na área do Estelita.

 

Enquanto João da Costa ainda era prefeito, Geraldo Julio conseguiu articular a aprovação de três projetos de leis durante a transição para apresentar no dia 2 de janeiro de 2013. O assunto Novo Recife não foi tocado naquela época. Era espinhoso, mas tinha vários pais. Agora, ninguém assume a paternidade.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.