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Urbanismo » Lideranças políticas reagem à desocupação do Cais José Estelita Várias lideranças políticas criticaram a ação da PM no cumprimento do mandado judicial de reintegração de posse do terreno

Jairo Lima - Especial para o Diario de Pernambuco

Publicação: 18/06/2014 10:44 Atualização: 18/06/2014 21:04

O cumprimento do mandado de reintegração de posse do terreno do Cais José Estelita, em favor do Consórcio Novo Recife, pela Polícia Militar teve repercussão no meio político, especialmente entre governistas. Durante a ação, políticos publicavam opiniões, principalmente, nas redes sociais, com críticas ao governo do estado. O terreno estava ocupado por manifestantes contrários ao projeto Novo Recife desde o dia 21 de maio e, no dia 29 do mesmo mês, o desembargador Márcio Aguiar, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, expediu a ordem judicial.

A candidata à vice-presidente da República Marina Silva (PSB), aliada do ex-governador Eduardo Campos (PSB), entendeu que a intervenção da PM retrocedeu ao "processo que vinha sendo construído nas últimas semanas"."O pedido de reintegração de posse poderia ter seguido o mesmo princípio do diálogo, em vez de terminar com uma desocupação arbitrária", disse Marina em sua página do Facebook. Via Twitter, o Consórcio Novo Recife respondeu à ex-ministra, dizendo que também busca o diálogo.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Cida Pedrosa (PCdoB), destacou a quebra no processo de negociação intermediado pela Prefeitura do Recife. Chegou a afirmar: "a ditadura voltou". Já o ex-secretário estadual de Governo Milton Coelho (PSB) lembrou que, em 1986, camponeses acamparam em frente ao Palácio do Campo das Princesas e, "mesmo (Gustavo) Krause (então governador) sendo um homem oriundo dos governos militares, jamais ordenou a polícia, sob qualquer pretexto, agredir aquelas pessoas que estavam na Praça da República em ato político pacífico tal qual os jovens acampados no José Estelita".

 

O deputado federal João Paulo (PT)) compareceu ao local dos protestos e foi vaiado pelos manifestantes. O mesmo aconteceu com o ex-secretário estadual de Meio Ambiente Sérgio Xavier (PV), que também foi até o local ontem. Em entrevista, o prefeito Geraldo Julio (PSB) criticou a forma como foi feita a desocupação do terreno."Não está no caminho que a prefeitura vinha tocando, o caminho do diálogo, da conversa, da capacidade de encontrar consensos. É um ato da Justiça, cumprido com apoio da polícia, mas não é um ato da prefeitura", frisou.

Ele lembrou que conduzia um processo de negociação aberto há 15 dias para solucionar o "conflito social existente". Já o secretário estadual da Casa Civil, Luciano Vasquez, disse que o governo estadual esteve restrito ao cumprimento de uma ordem judicial. "Vamos apurar se houve excesso (policial) com calma".

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