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Socialista » Marina Silva se posiciona contra a reintegração do Cais José Estelita e defende o diálogo

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 18/06/2014 10:00 Atualização: 18/06/2014 11:57

Os atritos entre os integrantes do movimento Ocupe Estelita e a Polícia Militar foi criticado pela pré-candidata à vice-presidente da República na chapa do presidenciável Eduardo Campos (PSB), a ex-ministra Marina Silva. Marina afirmou que integrantes da Rede participam desde 2008 do movimento contra a destinação inadequada da área e que "reintegração de posse expedida pela Justiça e executado nesta terça-feira (17) poderia ter seguido o mesmo princípio do diálogo, em vez de terminar com uma desocupação arbitrária".

Em 2008, a cidade era gerida pelo deputado federal João Paulo (PT), pré-candidato ao Senado. Os ocupantes são contra o projeto Novo Recife e foram obrigados a se retirarem do terreno depois que o desembargador Márcio Aguiar, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), expediu a ordem judicial no dia 29 de maio, atendendo a um pedido dos advogados do Consórcio Novo Recife.

 

Marina postou em sua página do Facebook e via Twitter, uma mensagem em que classificou como "violenta" a reintegração de posse realizada pela polícia no Cais José Estelita."A ação violenta da polícia é inaceitável, desnecessária e está em desacordo com todo o processo que vinha sendo construído nas últimas semanas", afirmou a socialista, defendendo o diálogo entre integrantes do movimento, a Prefeitura de Recife, governo do Estado e Ministério Público, "processo que definiria em comum acordo qual a melhor destinação da área".

 

O Batalhão de Choque, o Regimento da Polícia Montada e a Companhia Independente de Policiamento com Cães da Polícia Militar fizeram um bloqueio no Cais José Estelita, área central do Recife, no início da manhã desta última terça-feira para cumprir o mandado de reintegração de posse do terreno. Os integrantes do movimento Ocupe Estelita, que estavam acampados no terreno desde o último dia 21, entraram em confronto com a Polícia Militar. Um documento da PM afirma que a intenção era apoiar a oficial de justiça designada para cumprir a decisão do juiz. O projeto com a nova proposta imobiliária foi criado em 2012 e foi aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) no final da gestão do então prefeito João da Costa. A proposta das construtoras prevê a construção de torres residenciais e comerciais num terreno de 10 hectares, no Centro Histórico do Recife. No dia 3 deste mês, a Prefeitura do Recife anunciou a suspensão da licença que permitia a demolição de galpões da área do cais.

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