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Ex-petista » Mais de 70 dias depois de denúncias, André Vargas continua com mandato Desde a divulgação de que o parlamentar viajou à custa de doleiro, o processo se arrasta. Hoje, testemunhas não devem aparecer para depor no Conselho de Ética

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 18/06/2014 07:16 Atualização:

André Vargas tem aproveitado os prazos regimentais para evitar a cassação. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press  (Carlos Moura/CB/D.A Press )
André Vargas tem aproveitado os prazos regimentais para evitar a cassação. Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press

Espremido pela Copa do Mundo e pelas convenções partidárias, o Conselho de Ética tem reunião marcada nesta quarta-feira (18/6) para, em tese, ouvir testemunhas arroladas para depor sobre o caso do ex-petista e ainda deputado André Vargas (sem partido-PR). Em tese, porque seis dessas pessoas não confirmaram presença e outras duas, Bernardo Tosto, dono do jatinho no qual Vargas viajou bancado pelo doleiro Alberto Youssef, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, avisaram que não vão. “Eu tenho um prazo para entregar meu relatório, e vou cumpri-lo”, afirmou o relator do processo, deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

O período a que se refere o parlamentar socialista é o tempo máximo em que ele tem para apresentar, no próprio Conselho de Ética, o texto pedindo ou não a cassação do mandato de André Vargas. Após renunciar ao cargo de vice-presidente da Câmara e ser pressionado pela Executiva Nacional do PT a desfiliar-se, para diminuir o desgaste na imagem da legenda, Vargas agarra-se em todos os tempos regimentais a que tem direito para esticar ao máximo o processo de cassação e não perder os direitos políticos. As denúncias de envolvimento com Youssef surgiram em 1º de abril.

Os petistas arrolados por Delgado, o presidente nacional do PT, Rui Falcão; e os deputados Cândido Vaccarezza (SP) e Vicentinho (SP), líder do partido na Casa, não responderam se estarão em Brasília para a audiência. Tampouco confirmaram presença os donos do laboratório Labogen, Leonardo Meirelles e Esdra Ferreira. O estabelecimento, que tentou fechar um contrato com o Ministério da Saúde, é considerado pela Polícia Federal uma entidade de fachada criada para lavar o dinheiro movimentado pela quadrilha do doleiro. Youssef, preso no Paraná, seria a oitava testemunha convidada por Delgado.

A pessoas próximas, o deputado Cândido Vaccarezza tem dito que não faz questão de comparecer ao Conselho de Ética. Considerado um fiel escudeiro de Vargas desde as primeiras denúncias contra o ex-companheiro de legenda, Vaccarezza também tem o nome citado em gravações feitas pela Polícia Federal. Ele admite ser amigo de Vargas, que pode até “ter tomado café com Youssef”, mas afirma que jamais teve qualquer relacionamento com o doleiro preso pela Operação Lava-Jato, deflagrada pela Polícia Federal.

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