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Eleições » Armando chama Câmara de "invenção política" e Frente Popular de "disforme"

Júlia Schiaffarino

Publicação: 16/06/2014 18:33 Atualização: 16/06/2014 18:43

Sobraram alfinetadas do pré-candidato ao governo de Pernambuco Armando Monteiro Neto (PTB) ao adversário Paulo Câmara (PSB). O petebista apontou incoerência política na Frente Popular, que sustenta a candidatura socialista, e chamou Câmara de "uma invenção política de Eduardo (Campos)". As declarações foram dadas após a coletiva na qual anunciou os resultados do projeto Pernambuco 14, quando percorreu o estado coletando sugestões para a elaboração do programa de governo.

"Ele (Eduardo) tem que estar junto. O candidato dele tem uma fragilidade maior, porque ele é uma invenção política que Eduardo fez, então tem maior dificuldade de andar com as próprias pernas", disse Armando Monteiro ao comentar a declaração dada por Campos, durante a convenção do PSB no último domingo (15). Na ocasião, o socialista, ao avisar que daria um recado a quem achava que a campanha seria mais fácil porque ele não estaria em Pernambuco, afirmou que  viria ao estado "quantas vezes forem preciso" para dar suporte à campanha de Paulo Câmara.

Armando Monteiro Neto também investiu nos ataques ao conjunto de partidos que compõem a Frente Popular, como por exemplo, a combinação entre DEM e PCdoB, siglas historicamente antagônicas em termos de bandeiras políticas e conceitos ideológicos. "É até difícil fazer discurso nessa Frente porque você corre sempre o risco de falar mal de alguém que está próximo".

A Frente Popular reúne 20 siglas, enquanto o grupo de Armando Monteiro conta com cinco. O senador disse estar ciente do desafio, mas afirmou que tem os argumentos necessários para descontruir o discurso socialista da "unidade". "Não tenho dúvidas que mesmo reunindo um número menor de partidos, nosso grupo tem muito mais identidade e coerência do ponto de vista da expressão política", declarou. O petebista foi além e comparou o palanque dele com o de Paulo Câmara, chamando o grupo do adversário de disforme. "A outra (Frente Popular) é um ajuntamento meramente ocasional de interesses muitas vezes orientados por interesses particularistas e pessoais que, de alguma maneira, se reúnem em torno de uma frente disforme e inconsistente do ponto de vista político e ideológico", completou.

Durante o encontro estadual do PT, na semana passada, Armando Monteiro, deu sinais do tom que passaria a usar. Ao discursar falou que a aliança dele com o Partido dos Trabalhadores não era "ocasional" nem "artificial". Afirmou, igualmente, que ele não mudou de lado. "Esta não é uma construção artificial. Este não é um ajuntamento ocasional. Estamos juntos desde 2002.... Nós continuamos no mesmo caminho. Nós não trocamos de caminho", disse na ocasião.

Armando Monteiro se licencia do Senado no dia 15 de julho. O tempo restante será para analisar um projeto de subsídio a micro e pequenas empresas e relatar a Proposta de Emenda Constitucional que fornece aumento de 2% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Paralelamente, porém, ele usará as próximas três semanas para tratar da estruturação e planejamento da campanha, bem como fechar o programa de governo, que tem como base as 5.232 propostas colhidas nas plenárias do Pernambuco 14.

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