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PPS » Apesar de "mal-estar" com PSB, PPS deve manter apoio a Câmara Vereador disse que o palanque de Armando Monteiro seria "tóxico" para o PPS por causa do PT

Mirella Marques

Publicação: 16/06/2014 10:33 Atualização: 16/06/2014 12:24

Segundo o vereador Raul Jungmann, principal liderança do PPS em Pernambuco, não há possibilidade de o partido "mudar de lado". Atualmente o PPS faz parte da Frente Popular (PSB), que defende a candidatura de Paulo Câmara ao governo, mas já manifestou publicamente o que classificou de "mal-estar" dentro da aliança. A Frente Popular é composta por nada menos que 20 partidos e está tendo que se equilibrar para atender essa pluralidade.

Neste domingo (15), o PPS decidiu não participar da convenção estadual dos socialistas. Mesmo assim, Jungmann não acredita no apoio a Armando Monteiro (PTB/PT). "Armando é um candidato com qualidades. Mas seu palanque é tóxico para nós, por causa do PT", disse. O vereador informou que a decisão tomada domingo, de não ir à convenção socialista, apenas explicita o "desconforto" do seu partido. Ele reclamou que o PSB não repassa a agenda de campanha de Câmara para o PPS e que sequer definiu como será formada a chapa proporcional.

"Estamos lutando para que as coisas acordadas sejam cumpridas. Queremos participar", comentou. Nos bastidores, sabe-se que outros partidos também estão descontentes, como o PSDB e o PR. Questionado pelo Diario se esses problemas não seriam típicos de grandes alianças políticas, o vereador respondeu que essa campanha é atípica. "Toda campanha tem seu teor de desafeto. Mas o PSB está indo longe demais", disparou.

Jungmann disse ainda que a ausência de Eduardo Campos, que está cuidando da sua campanha presidencial, está afetando a candidatura de Câmara em Pernambuco. "Com Eduardo fora, a campanha de Câmara fica sem centro. Há um déficit enorme de coordenação", avaliou. Hoje à noite, o PPS do estado vai se reunir para decidir se vai mandar representantes para a convenção nacional do PSB, no dia 29 de junho, em Brasília (DF).

Procurado pelo Diario, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que não sabia da posição oficial da legenda em Pernambuco. E garantiu a presença do seu partido no palanque de Eduardo Campos. "Nacionalmente, não temos problema com o PSB. Mas, sinceramente, não sabia dessa posição do diretório etsaudal. Vou me informar sobre o que houve", declarou.

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