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Mais mal avaliada do país » DEM barra tentativa de reeleição de governadora do RN

Agência Estado

Publicação: 16/06/2014 09:36 Atualização:

Em dezembro passado, Rosalba foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, acusada de abuso de poder político e econômico. Foto: Agência Brasil (Antônio Cruz/Agência Brasil)
Em dezembro passado, Rosalba foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, acusada de abuso de poder político e econômico. Foto: Agência Brasil

O DEM do Rio Grande do Norte vetou neste domingo, 15, a candidatura à reeleição da atual governadora Rosalba Ciarlini. Rosalba é a única governadora do partido e a mais mal avaliada do País, de acordo com as pesquisas. Ela ainda corre o risco de se tornar inelegível em razão de processos que tramitam na Justiça Eleitoral.

Com o veto à tentativa de reeleição, o DEM fica sem candidatura própria ao executivo no Rio Grande do Norte.

Durante a convenção do partido, neste domingo, em Natal, prevaleceu a posição defendida pelo senador José Agripino Maia, presidente nacional e estadual da sigla, que trabalhou para costurar coligação proporcional com o PMDB, que terá como candidato o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Foram 121 votos favoráveis a essa tese e 63 pela reeleição de Rosalba. "O Democratas escolheu continuar grande em vez de ficar com uma candidatura (a de Rosalba) que até inelegível é", disse Agripino.

Em dezembro passado, Rosalba foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, acusada de abuso de poder político e econômico durante a eleição municipal de 2012. Manteve-se no cargo após conseguir uma liminar no Tribunal Superior Eleitoral.

Tensão

Antes aliados, os dois principais nomes do partido no Estado, Agripino e Rosalba, trocaram farpas durante o ato. O senador afirmou que a decisão de negar a legenda à atual governadora era uma questão de "sobrevivência para o partido" e que Rosalba era a responsável por ter um governo tão mal avaliado.

A governadora cobrou lealdade e disse que não abandonou Agripino quando recebeu o convite para assumir comando do PSD estadual. "Eu não poderia abandonar o senador justo no momento que ele assumia o cargo de presidente nacional (do DEM)", afirmou.

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