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Racha » Base política está dividida em 10 estados e no Distrito Federal Candidatos a governador por partidos aliados a Dilma Rousseff já definiram ou estão inclinados a dar palanque para Aécio Neves ou Eduardo Campos. Planalto ainda tenta mudar o quadro em ao menos três locais

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 09/06/2014 07:12 Atualização: 09/06/2014 07:28

A quatro meses das eleições, a extensa base aliada da presidente Dilma Rousseff deve entrar rachada em pelo menos 10 estados e no Distrito Federal. Embora nas convenções nacionais as direções das legendas acreditem que os candidatos estaduais apoiarão a aliança com o PT para o Planalto, Dilma terá dificuldade em escolher quais palanques frequentará. Em outros, como no caso de Ana Amélia (PP-RS) e, possivelmente, Rebeca Garcia (PP-AM), quem terá vaga é o tucano Aécio Neves. Em Mato Grosso do Sul, o apoio do peemedebista Nelson Trad Filho foi dado a Eduardo Campos (PSB).

Como não há verticalização nestas eleições, os candidatos aos governos estaduais poderão dar o apoio aos presidenciáveis que desejarem, desde que os partidos estejam coligados no plano local. Ana Amélia, por exemplo, poderá colocar a imagem de Aécio nas propagandas eleitorais, já que o PSDB gaúcho apoia a pepista para o governo do estado. No Amazonas, a situação é semelhante. Líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) costurou o apoio do Planalto à sua candidatura. “A Rebeca está em busca do apoio do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Se conseguir, não tem como impedi-la de apoiar Aécio”, admitiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).

Dos partidos da base, o que apresenta situação mais adversa ao Planalto é justamente aquele que deve anunciar o primeiro apoio oficial amanhã: o PMDB. A legenda tem 18 candidatos a governador. Desses, 12 garantiram ao comando partidário que apoiarão Dilma. O problema é que, em estados estratégicos, como o Rio de Janeiro e o Ceará, o cenário não é auspicioso. Eunício Oliveira lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo cearense, mas pode fazer uma aliança com o PSDB e encaixar na chapa o tucano Tasso Jereissatti ao Senado. “Estou tranquilo, não tenho cargos nesse governo”, desconversou o peemedebista, que ainda sonha com uma aliança envolvendo o PROS e o PT locais.

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