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Eleições » Prefeitos do RJ preparam lançamento do 'Dilmão'

Agência Estado

Publicação: 06/06/2014 17:30 Atualização:

Prefeitos aliados da presidente Dilma Rousseff e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidatos à reeleição, preparam o lançamento do movimento "Dilmão", em reação ao "Aezão" (chapa que une Pezão e o candidato tucano a presidente, Aécio Neves), lançado ontem em almoço para 1.600 líderes políticos do Estado.

O prefeito de Duque de Caxias (sem partido), Alexandre Cardoso, está à frente da elaboração de um documento que será entregue à presidente. Os prefeitos dirão que a continuidade do governo Dilma será a garantia de ampliação dos programas Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, PAC das Cidades e da geração de emprego. "Temos um projeto de continuidade dos governos Lula e Dilma. Quem já fez pode fazer mais. Quem nunca fez será que pode fazer? O governo do PSDB não teve Minha Casa, Minha Vida", diz Cardoso.

Também o prefeito da capital, Eduardo Paes (PMDB), participará do movimento "Dilmão", embora tenha trabalhado mais nos bastidores. Paes recebeu Dilma em almoço na residência oficial da prefeitura, domingo passado, depois da inauguração da Transcarioca, corredor exclusivo para ônibus que liga o aeroporto do Galeão à zona oeste, e da entrega de apartamentos populares em Manguinhos (zona norte). Pezão e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato ao Senado, reafirmaram apoio a Dilma, apesar do crescimento da dissidência do PMDB, liderada pelo presidente regional do partido, Jorge Picciani, organizador do almoço que lançou o "Aezão".

"Nosso movimento não é só festa. Vamos levar à presidente Dilma um conjunto de ações com esses quatro pilares", diz Cardoso. Os prefeitos pró-Dilma deverão encontrar a presidente no Rio de Janeiro em 1º de julho, na inauguração do primeiro trecho do Arco Rodoviário, obra iniciada em 2008 e que deveria ter sido concluída em 2010. A autoestrada, na região metropolitana, tem o objetivo de desviar o tráfego de veículos, principalmente caminhões e ônibus, que apenas passam pelo Rio e seguem viagem. O custo estimado do primeiro trecho é de R$ 1,1 bilhão, com recursos da União e do Estado.

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